quarta-feira, outubro 22, 2003

As (minhas) Fotografias Críticas



Navegando alegremente pelo sapo, que venho a descobrir?
Alguém que terá plagiado as minhas capacidades fotográficas, ou vá-se lá saber como, viajado até ao futuro e regressado com suposta obra minha, exposta agora sem consentimento do autor.
Quem por aqui passar, verá que terei (reparem a oportuna utilização do futuro) sido o seu autor moral, mas não material visto não me lembrar de nada. Será este mais um caso digno de MEMENTO II?

N.B.: Só espero que o engraçadinho não seja nem actor nem escritora-cientista!

segunda-feira, outubro 20, 2003

Eu sou um Telele-dependente...



Para quem tem muitos amigos, pouco dinheiro no telemóvel e queira conhecer algumas dicas e truques:

- Páginas 50 a 52 da Revista Men´s Health



Nota: Aos cavalheiros -> Eu disse 50 a 52 e não 78 a 83!

Operação:

"FDL - Embaciado Nocturno"

Noite cerrada.
Há um cheiro intenso a humidade, sem dúvida proveniente da alta vegetação onde me encontro. Aqui ao lado, um parque de estacionamento onde os alunos da Faculdade de Direito de Lisboa deixam diariamente e por algumas horas os seus veículos. É curioso observar este espaço, porque se por um lado em comparação com os parques criados para os alunos das Faculdades adjacentes, este é sem dúvida o mais desleixado e menos cuidado, por outro, aqui encontram-se veículos quase novos de todas as cilindradas e preços.
Ainda tenho acesso a ele, mas por pouco tempo.
São 10 horas e picos da noite. O ambiente está carregado, talvez não pelo silêncio da alameda da Universidade que se vai impondo, mas pelo manto escuro de desconhecimento que agora paira nesta área.
Levantadas as cancelas que limitavam a entrada aos não utilizadores diurnos, o "Novo Parque" parece suscitar a curiosidade de muita gente, de muitos condutores noctívagos, aparentemente homens.
Por razões profissionais passo por aqui com muita frequência, mas nunca paro, pelo menos a esta hora.
Hoje não.

Vejo entrarem às dúzias, carros, carrinhas, jipes e caravanas, primeiro movimentando-se ao longo de todo o troço transitável, desbravando com os potentes faróis os obstáculos humanos e restantes veículos inertes.
Depois, travam e aceleram como se procurassem um abrigo, onde a camuflagem seja perfeita, onde o físico se dilua na paisagem tridimensional.
Palavras complicadas para descrever movimentações estranhas.

Entrou mais um automóvel.
Aparentemente sozinho, um homem nos seus 40, avança cuidadosamente pela estrada em mau estado que circunda os lugares, agora vagos, imitando os guardas que fazem a ronda, para se certificarem da segurança alheia: este zela pela sua.
Ligam-se novas luzes, estas há alguns minutos adormecidas no meio da vegetação, e que agora estão em sobreaviso.
Não se vê nada no interior dos veículos que rapidamente criaram um barreira de humidade e vapor que cerca os vidros, e muito embora a imaginação nos leve a acreditar que os casais de Lisboa têm um novo poiso, a verdade é que na sua maioria, os condutores que aqui entram vêm sozinhos.
Parecem estar à espera...como está o senhor que entrou.

Vou-me embora.
É tarde e pelo ar da coisa, não é hoje que descubro o que por aqui fazem antes e depois deste desfile de luzes e dos silêncios humanos abafados pelos motores.

Sei que um dia, estes comportamentos estranhos terão um fim, que talvez nunca venha a saber o que a minha "curiosidade Felícia Cabritiana" tanto exige.
Nesse dia, ficarei grato, como ex-aluno, por fecharem as cancelas à noite.

sexta-feira, outubro 17, 2003

Indignação



Devo confessar-vos que me encontro em estado de choque.
Descobri a Verdade, não a do Mulder ou de Scully, mas a dos posts com sucesso e qualidade.

Os resultados de uma pesquisa cuja a amostra abrange, acreditem ou não, os blogs inteirinhos, respondeu a todas as dúvidas mais pessoais, nesta coisa de se escrever posts com piada e interesse.

Efectivamente, ao que parece, não é a imaginação espontânea nem o engenho que fazem de um blog, um bom blog! Ao invés, e tenho provas conclusivas para poder afirmá-lo com convicção, tudo se deve ao estado, mais ao menos inebriado, em que os bloggers se encontram, quando se atiram ao teclado.
Escusam de o negar, eu tenho provas: Não há ninguém sóbrio com um blog: nem no Blogspot, quer no weblog.com.pt.

Será por isso que este blog...?

quarta-feira, outubro 15, 2003

"O meu Pipi" à Venda



A Oficina do Livro rendeu-se às virtudes literárias do inigualável anatomista e mais conhecido blogger anónimo de Portugal: O meu Pipi.
E porque quem sabe, sabe, a Fnac já dispõe de exemplares do livro à venda.
Resta saber se o texto que tenho guardado há anos no cofre com o título "A minha pinta no nariz por causa da varicela", terá o mesmo sucesso.

A Festa Desejo Casar



Perdoem a demora, mas a explicação para o atraso reside no post anterior!

-22.30 no Madres de Goa-

Fui um dos primeiros a chegar, e como tal, tive o privilégio de saber, talvez cedo de mais, qual o programa de festas da longa noite que se avizinhava.
O ambiente adormecido no silêncio que ecoava nas paredes, fazia apenas adivinhar uma de duas coisas: que me tinha antecipado bastante, ou a Party não teria a adesão esperada e especulada.
Felizmente, e para não dizer que foram os restantes bloggers que chegaram atrasados, tinha sido o maldito relógio estrangeiro que me obrigara a chegar antes da hora. Sim, porque se há coisa que mais irrite um turista, ou em especial um imigrante inglês, é a nossa falta de pontualidade. Enfim, deixemo-nos de pormenores....horas, minutos, é tudo a mesma coisa.
O que é facto é que o espaço rapidamente aqueceu em temperatura e em diálogos, mal se ouviram os primeiros "eu sou do blog X, e tu?".
Acenos, olhares fingidamente distraídos, curiosidade disfarçada num segurar de um copo há muito vazio, notar e não ser notado.
Tudo junto ao bar, onde qualquer movimento serve de pretexto para quebrar o gelo fictício das conversas que ainda estão para serem geradas. Ao invés, do lado de lá do balcão, outro gelo se partia, ou não fossem as caipirinhas e caipiroskas o "ex libris" do Bar e curiosamente uma das especialidades do Marcos, reputado barman brasileiro da noite Lisboeta.
O som meio inebriado saía entusiasmado das colunas e intensificava os contactos ao ponto de todos se sentirem agora anfitriões do recém desvendado mundo da luso-blogosfera.
Num dos cantos, uma sessão de slides informatizada, tomando o lugar das velhas máquinas de slides que ainda fazem as delícias dos que ainda não se renderam ao programa Power Point, onde são exibidos os vários blogs convidados e alguns dos seus textos.
O Olhar Crítico teve sorte!
De resto, fico contente por não terem dado aos shots o nome do blogs presentes, a qualidade era manifestamente desproporcional, já que o seu gosto fez jus ao nome das bebidas e foi o único pormenor sem relevância, que escapou a uma noite onde ficou demonstrado o valor, a imaginação e o DESEJO DE CONFRATERNIZAR do Blog organizador.

Parabéns!

Nota: gostei de ideia de unir as pessoas através dos artigos do Código Civil. Safou-se o Pipi dele, de não terem utilizado o Código Penal...

segunda-feira, outubro 13, 2003

Esclarecimento



Por motivos alheios à vontade de quem escreve neste espaço, não tem sido possível agradar os leitores do Olhar Crítico, uma vez que o computador pessoal se aliou à greve nacional de estudantes, recusando-se a funcionar até que seja aumentado na sua memória e que nele seja instalada um cópia licenciada do Windows.
Ciente de que uma destas exigências é impossível de realizar, o autor desta página tem efectuado todos os esforços para que as conversações informáticas resultem brevemente no restabelecimento do serviço.

Nota: Parabéns ao Bruno Nogueira.

Sozinho em casa IV



Quem montasse uma máquina fotográfica, ou de filmar, no meu apartamento e espiasse a rotina diária deste olhar crí­tico, teria muito que escrever no seu blog.
Já me estou a imaginar numa fotografia de boxers, t-shirt vestida à pressa e chinelos brancos felpudos, a fazer o pequeno almoço.
Os solteirões donos de casa, terão certamente entendido porque me passeio em casa com estes chinelos meio afeminados pois também eles recebem os brindes na compra de 4 refeições rápidas congeladas "4 SALTI" da Iglo.
Mas que a minha reputação de cozinheiro não fique arruinada com estes pequenos laivos de preguiça que ocorrem, normalmente, em dias de grande cansaço, ou não fosse eu um apaixonado pelo requinte, sabor e a cuidada apresentação de um prato (entende-se agora a minha paixão pela gastronomia Japonesa).
Ao mesmo tempo, a inevitável e indispensável música que me acompanha diariamente nas lides da casa, à excepção do único dia do mês em que rogo pragas ao aspirador por fazer tanto barulho: o dia das limpezas.
A casa, poderia contar muitas histórias e segredos, mas não os meus, pois só muito recentemente me mudei.
Uma coragem obtida com o início do estágio e com a incontornável tristeza dos "grandes pais", como dizem os franceses, com quem vivia.
Só espero que os vizinhos de baixo não tenham horários de acasalamento estranhos (perdoem a minha linguagem BBC- Vida Selvagem), é que se ouve tudo do alto do meu 12º andar.
A vingança é um prato que se serve frio....

quinta-feira, outubro 09, 2003

A FESTA É HOJE!



Todos os amigos do blog DESEJO CASAR ou apenas adeptos da instituição do Matrimónio estão, por este meio, convocados para a:

GRANDE FESTA "DESEJO CASAR"
Dia 9 de Outubro/5ª feira - no Madres de Goa, Lisboa (primeira à direita depois da Casa México, quem vem da Assembleia da República, junto do ISEG)

Depois do destaque que os blogs mereceram no "Público", "SIC-Notícias", "RTP", "NTV", "Antena 1", "Visão", "Focus", "DNa", "Boletim Paroquiano de Salvaterra", "Borda DÁgua - edição adultos", magazine "Le Nouvel Bloggeur" e no fanzine da "Liga Sado-Maso Portuguesa" chega, finalmente

A primeira festa de um weblog português!

Venha dançar, beber e conviver com os bloggers portugueses, os homens e mulheres, sobre a face da Terra, que mais vezes ouviram a frase:

"Ó filho, não foi pra isto que te paguei os estudos!"

A festa DESEJO CASAR inclui SHOTS com nomes de blogs nacionais, imagens VJ com blogs portugueses, um padre para casar pessoas no local e os DJs:

DJ Bórgia (LFB, Desejo Casar)
DJ Casado (NCS, Desejo Casar)
e os convidados:
DJ PASCP (Pedro Adão e Silva, País Relativo)
DJ Menino (João "Menino" que, valha-o Deus, não tem um blog!)

VENHA DIVERTIR-SE COM OS TIPOS QUE IRRITARAM PEDRO ROLO DUARTE, MEDEIROS FERREIRA, LÚCIA GUIMARÃES, EDUARDO PRADO COELHO, OS PATRÕES E A PRÓPRIA FAMÍLIA. DISCUTA O TAMANHO DO SEU SITE METER COM O BLOGGER DO LADO E TENTE O ENGATE A UMA MULHER DE CARNE E OSSO COM O JÁ CLÁSSICO:

"FAZES-ME UM BLOG?"

segunda-feira, outubro 06, 2003

Alugar VS Arrendar



De uma vez por todas:

É muito comum estabelecer-se uma confusão terminológica entre os conceitos: arrendamento e aluguer.
Qualquer um de nós que atravesse uma rua, verificará alegremente que algumas janelas de prédio mais recentes contêm cartazes dizendo: Aluga-se, arrenda-se, etc... . Surge, pois, com naturalidade a falsa ideia de que os dois conceitos podem ser utilizados indistintamente, como de sinónimos se tratassem .
Ora bem, não só não são sinónimos, como tais cartazes incorrem numa imprecisão grosseira aos olhos de qualquer jurista.
Efectivamente, há uma diferença a saber:

As casas, as vivendas, os apartamentos, as lojas, enquanto bens imóveis ---> Arrendam-se.

Os carros, os fatos de carnaval, a mobília, ou quaisquer outros bens móveis ----> Alugam-se .

Nota: resta saber se os autores dos cartazes, são os efectivos proprietários dos bens, e não me refiro aos procuradores.... Cautela!

Mais dúvidas - email: olharcritico@netcabo.pt

sexta-feira, outubro 03, 2003

"Don't judge a book by its cover"

Falando de Publicidade, faço hoje referência a um blog curioso, com o título, perdoem-me a redundância ou o pleonasmo (ando a ler umas coisas!) , o "blog de publicidade".
Vale a pena!
Parabéns ao recém criado Blog Quarta Vaga, por se juntar a tantos outros combatentes da ignorância, com ou sem dom da Palavra.


Nota: Este blog teve uma técnica de publicidade curiosa, pois incluiu no seu template uma lista infindável de Blogs já existentes, incluindo este (MUITO OBRIGADO! - Qualquer problema temos livro de reclamações, mais conhecido por: Comentários.).
Nem quero imaginar o que aconteceria se a mesma mente publicitária tivesse optado por "Quarto Vago"....

Dicas para um vôo seguro, por Bush Jr.



Há SITES que não têm descrição possível.
O que apresento hoje é, sem dúvida, um clássico dos Cartoons, porque se atreve a parodiar um dos maiores medos do Homem da Era Pós-Icareana: o medo de "cair" de Avião.
Imagens banais, constantes em qualquer folheto de informações de segurança entalado na cadeira do passageiro da frente, mas com legendas deliciosas e hilariantes.
Mais palavras para quê, vejam em Airtoons.

Enjoy!

quinta-feira, outubro 02, 2003

"CIDADJI OFF AIR"



Ligar limpa pára-brisas, desembaciador do vidro de trás, rádio e... nada.
Estava eu à espera da Brasileirada do costume no 107.2, mas em vez disso, apenas uns jingles publicitários e as vozes de jovens compatriotas a dar os bons dias aos ouvintes.
Ainda pensei que tivessem contratado novos locutores, mas a verdade revelar-se-ia mais dura: acabaram com a Rádio Cidade.
Com efeito, quem sintonizar na mesma frequência, arrisca-se a ouvir uma nova estação, em tudo diferente, ou em quase tudo: "A Rádio Cidade FM".

Enfim, o que será que vão inventar a seguir.... um partido de oposição???

segunda-feira, setembro 29, 2003

"O preço da Lei"



Já há algum tempo que penso nisto.
Mas foi ontem, ao arrumar criteriosamente os meus livros de curso que cresceu a necessidade de me insurgir contra o que hoje considero escandaloso.
Será que conhecemos todos a Lei?
Será que o mero andar na rua não constitui uma ilegalidade, uma ilicitude, um crime?
Para respondermos a estas perguntas será necessário recorrer a um Código: Penal, Civil, do Trabalho, etc...
Como se aprende durante o curso de Direito "o desconhecimento da lei não aproveita a ninguém", mas será que é de esperar que todos conheçamos as regras que limitam a nossa liberdade e vontade.
Quanto muito, digo eu, temos o dever de as conhecer, para impedir que com os nossos actos possamos pôr em risco as esferas de direitos alheias.
Mas então, se há um dever de conhecer e de obedecer, e se a consequência do desrespeito dos preceitos propostos para o conví­vio possí­vel em sociedade é, em último grau, a perda da liberdade pessoal, como se entende que a distribuição da "lei", na sua acepção de texto legal, se faça onerosamente?
Como se explica a obrigatoriedade de respeitar "gratuitamente" uma lei, que aliás prefigura uma atitude louvável e honrosa, mas que nos obriga a adquirir códigos, diários da República, etc?
Torna-se irónico pensar, que à luz do nosso Direito, ninguém se pode fazer valer do desconhecimento da lei, presumindo-se automaticamente que todos têm dinheiro para comprar livros de 3 e mais contos que compilam todas as regras.
A alternativa de contratar um advogado está, obviamente, colocada de parte, pois o custo é consideravelmente superior.

Porque razão temos de pagar a pessoas especializadas para nos elucidarem sobre os nossos Direitos, não seria esse já um dever pessoal?
Porquê e para quê lucrar licitamente com a ignorância dos demais ?

Esta é, apenas uma visão do mundo: a minha.

quinta-feira, setembro 25, 2003

Rapidinha



Para consultar o saldo do seu Telemóvel, por favor digite:

Tmn - *#123# + botão de fazer chamada (tecla com telefone Verde).

Vodafone - *#100#+ botão de fazer chamada (tecla com telefone Verde).

Optimus - *#555# + botão de fazer chamada (tecla com telefone Verde).

Pequenos Mistérios



Enquanto passava os olhos pelo Portugaldiário reparei nesta notícia fantástica "Autarcas de Bragança não conseguem identificar pontes perigosas", na página http://www.portugaldiario.iol.pt/noticias/noticia.php?id=138217.
Não sei, sinceramente, qual é a dúvida, nem o porquê de tanta indignação.
Se procedermos a uma análise factual dos últimos acontecimentos, facilmente se descobre o paradeiro das ditas "construções".
Assim sendo, só nos resta concluir que as ditas pontes, repita-se, muito perigosas, já terão conhecido o solo que as sustentava.
Não vemos outra possibilidade.
Se aquelas, cujo estado se desconhece, mas que ainda assim são submetidas a reparações, acidentalmente conhecem a Lei da gravidade, imagine-se as pontes cuja estrutura se assume oficialmente como perigosa e que misteriosamente desaparecem...
Os ingleses têm 2 ditados curiosos: " quanto maior for, maior é a queda", "Tudo o que sobe, tem de descer".
Em Portugal, tais entendimentos populares estão sujeitos a uma interpretação extensiva: tudo o que é construído, mesmo quieto, acaba por cair...... com a ajuda do bater de asas da borboleta, claro!

Dizem alguns especialistas em Segurança, que se tratam de pequenos atentados da Al-Quaeda, tendo alguns dos apoiantes desta organização chegado a assumir que com infra-estruturas destas, nem se demonstra necessário realizar qualquer sacrifício humano, nem forçar o embate de qualquer veículo contra estas construções.

Nota: Espero sinceramente que ainda não tenham descoberto as nossas Twin Towers... ... ... têm lá um óptimo Restaurante Japonês.

segunda-feira, setembro 22, 2003

Ser ou não ser



Nunca tive paciência para comprar roupa, sobretudo antes da perda brutal de 10 kg.
Detesto o escolher e separar, o tirar e pôr, o descalçar e o apertar, o decidir e o ... ... pagar.
Ainda chego a fazer aqueles sorrisos estúpidos para arrancar um "fica-te bem" mental, mas a verdade é que o "está óptimo" deve ser imediato!
Nos dias que correm desfilo entre o fato e a união de facto composta pela camisa e a gravata, já que legalmente parece que só com o Laço, a dita camisa poderia celebrar o matrimónio. Metáforas Legais.... enfim.
Mas nem sempre foi assim, nem sempre me preocupei com a bainha das calças ou com o brilho dos sapatos. Eu era o que o Alexandre chamaria de BETO.
Mas atenção, este BETO usou brinco, usou airwalk. Em suma, foi o rebelde da família, para tristeza do avôzinho que só ultimamente se recompôs com a licenciatura em Direito do neto.
Mas como BETO assumido, mas contrariado, há certas dúvidas existenciais que me perturbam.
Uma delas prende-se com o gosto demonstrado pelos meus ex-colegas de vestuário, em usar, o que ora chamo, de capacete capilar.
Estou a referir-me, obviamente, ao grosseiro plágio em versão humana, do que costumo chamar "penteado Playmobil". Já não bastava o feitio estranho dos cabelos de plástico dos tão familiares bonecos, foi ainda preciso que alguém, no auge da sua graça e originalidade, copiasse tão feio particularidade.
Pois, será impressão minha, ou é muito comum esta escolha de corte?
Talvez seja melhor dizer a total ausência dele.

Desconfio que terá uma das seguintes explicações:

1 - Técnica Estética Sacoor. Tem como intuito tapar a cara, as suas imperfeições, inclusive as borbulhas que tanto atormentam as mentes mais jovens.

2- Método Imuno-Preventivo. Visa combater o frio do Inverno, criando um microclima na zona occipital e frontal, impedindo simultaneamente a formação das chamadas "Brancas" de Raciocínio.

3- Constitui uma técnica de Sedução. Engate = cabelo comprido, oleoso, que tape quase completamente os olhos.

Quem tiver informações mais conclusivas, por favor não hesite em comentar, ou "emailar".

sexta-feira, setembro 19, 2003

Eu conheço o Bin Laden



Lembram-se do Programa "Você Decide"?
Uma história controversa com dois finais à escolha.
Para se definir qual o final a exibir, bastaria que os espectadores ligassem para um determinado número elegendo o desfecho desejado.
Vou propor-vos um raciocínio semelhante.
Imaginem que são uma pessoa perturbada, talvez mesmo desequilibrada mentalmente e que no limiar de uma enorme angústia decidem captar a atenção dos restantes "fellow citizens" sequestrando vários alunos numa escola.

Agora a parte difícil....

Se quisessem ser levados a sério, que diriam:


A) Sou o John Doe, tenho 34 anos e detesto o sistema de pensões americano, a minha família odeia-me, a minha mulher deixou-me e as Finanças pretendem tirar-me tudo o que tenho, casa, mobília.
Tenho aqui sequestrados 20 jovens estudantes. Em troca da sua libertação, pretendo a minha vida de volta. Têm 30 minutos.


B) Sou John Doe, membro da Al-Quaeda e sequestrei 20 jovens estudantes, cuja vida depende da satisfação das minhas exigências.
Têm 30 minutos.

O pânico estabelecido pelo véu dos atentados do 11 de Setembro, levar-me-ia a escolher a 2ª hipótese, apesar do substrato, ou seja de na realidade se tratar de mais uma pessoa perturbada, comparativamente "inofensiva".

O medo provocado pela total ausência de limites, de valores e de meios de impedimento das acções terroristas da Al-Quaeda, leva a que tudo o que esteja relacionado com esta organização seja considerado mais delicado.

Este pequeno raciocínio leva-me acreditar que o sequestro de ontem, independentemente do carácter fictício dos factos que apresentei, foi apenas mais um pedido de atenção de mais um pobre Americano deveras perturbado.
Senão vejamos, qualquer membro da Al-quaeda desempenha a sua função com um dado adquirido, o de que pode morrer na sua missão. A sua missão, pode inclusivamente ser morrer pelos interesses que defende.
Não há lugar a negociações. Tudo é simbólico e paga-se, eventualmente, com a própria vida.
Ora alguém que admite negociações, que cede perante as entidades que supostamente odeia ao libertar alguns reféns, não é feito da mesma massa, nem se rege pela mesma ausência de valores que um homem que pilota um avião, carregado de passageiros, contra um prédio.

É uma visão do Sequestro de ontem.

Desabafo


Será que nunca mais percebemos:

1- que somos péssimos a fazer pontes.

2- que não sabemos fazer nada com antecedência suficiente. Reina o "deixa andar que ainda temos tempo".

3- que é fácil ser-se um vidente charlatão em Portugal, porque não é necessário antever o futuro, basta tão só prevê-lo, pois tudo, mais tarde ou mais cedo, acontece (menos o do canal 2).

4- que a nível das empresas privadas impera, inexplicavelmente, uma contenção de custos que impede que sejamos responsáveis e previdentes.

5- que é escusado procurar responsáveis quando as opções se resumem à sua demissão.

6- que o enorme esforço fiscal e as medidas drásticas paralelas, eram mais do que necessárias face ao estado calamitoso da Economia Portuguesa, mais um legado inconsciente do anterior Governo.

7- que o Guterres não tinha mais nenhuma alternativa senão abandonar o barco, depois da enorme fabricação, durante meses e meses, de um país próspero e em ascensão.

8- que a atitude mais correcta quando se foi protagonista duma imcompetência, não é a de se demitir imediatamente porque não se foi capaz de fazer um bom trabalho, mas sim a de efectivar todos os esforços para compor os danos e apenas posteriormente admitir-se a incapacidade para continuar num determinado cargo. Caso contrário, o puro e simples não fazer nada nem antes nem depois é bem revelador de demasiada irresponsabilidade e de muita lata!

9- que a política sempre foi a de remendar e nunca a de prevenir.

10- que é preciso ter mesmo muita lata, para se afirmar numa entrevista recente dada à Rtp, que se está de consciência tranquila.... (António Guterres)

Atenção, não estou ligado a nenhum partido, não sou contra o Ps, muito menos sou apoiante do Psd.
A verdade é que vivo no bolso as consequências duma política desastrosa de alguém que nos ocultou um Estado da Nação inacreditável e que agora se limita a atribuir as culpas ao Governo por aplicar um política rígida, inflexível e sobretudo impopular, o chamado "apertar o cinto".
A oposição existe para propor alternativas e não para atirar areia aos olhos de quem tenta trabalhar.

Quanto ao resto, todos os partidos são iguais.
Cada um expressa a sua opinião, à sua maneira, como eu.

"Quero ver o meu Presidente!"



Os Portugueses, porque já não têm Rei, adoram o seu Presidente.
Mesmo aqueles que não morrem de amores pelo titular do cargo, admitem que sentem um respeito particular pelo homem que os representa no exterior e que relembra os povos do lado de lá do Atlântico, que Portugal não é um Estado Espanhol.
Essa adoração, chamemos-lhe assim, que não advém exclusivamente de se ser descendente duma família que governa há centenas de anos, mas por se tratar de alguém que atingiu o cargo por meio da consulta do seu povo, pode contudo ser levada a extremos.
Exemplo disso, foi o desejo, ontem demonstrado, por um indivíduo nos seus cinquentas, de se encontrar com o Sr. Presidente, sem marcação e sem respeito pelo "protocolo".
Não contente com os argumentos invocados pelos seguranças do Palácio de Belém que lhe negaram a entrada, decide, que nem Manuel Subtil, desatar aos tiros para o ar.

Isto que acabei de contar, poderão ler em qualquer jornal de ontem.
Há, no entanto, que elucidar quanto aos verdadeiros motivos do pobre homem que, ao que parece, ficou logo detido.
Na verdade, este senhor queria apenas inocentemente oferecer um prenda ao PR. pelo aniversário de ontem. Triste por ver tanta burocracia e confusão a barrarem-lhe o caminho, sentiu-se abalado na sua qualidade de cidadão eleitor e decidiu inventar provisoriamente o seu protocolo pessoal.
Tudo para oferecer uma prendinha.
Enquanto isto, o Presidente aproveitava para navegar nas águas do Tejo, na companhia dos seus amigos mais íntimos, ignorando completamente os graves acontecimentos que ocorriam no seu lar.

Agora percebo para que servem os jovens guardas que se encontram nas guaritas à porta do Palácio.
Estão a imitar a desenvolvidíssima técnica de camuflagem utilizada pelos Guardas da Rainha Inglesa, que são capazes de estar horas a fio, no seu posto, sem se mexer.
Assim escondidos hirtos e firmes nas guaritas brancas, parecem verdadeiras estátuas.
É, pois, natural que qualquer pessoa se sinta à vontade para entrar de carro, na residência presidencial.

Fica para o Ano!




Poluição visual



Estou cansado dos "proibídos", dos "hades cá vir", do "fui á praça", dos "á 2 anos que não fumo".
Como é possível repetirem-se os mesmos erros, vezes e vezes sem conta, sem o mínimo esforço, ou pior, sem a mínima noção de que se comete um erro destes.
Não estou a ser demasiado perfeccionista, mas a verdade é que já ninguém se preocupa com os constantes atropelos e atentados à língua portuguesa, nomeadamente no que toca à parte escrita.

----> - quando nos referimos ao verbo Haver ou quando se faz a uma referência ao tempo que passou. Leva sempre acento agudo.
Ex: "Sim, lá natas em casa" ou " muito tempo que não te via"

----> À- de lugar onde ou complemento indirecto de uma frase, leva sempre acento grave.
Ex: "o homem já foi à Lua" ou "Dei o livro à tua mãe"

----> Diferença entre "Trataste" e "tratas-te".
Este erro é muito comum. Nem imaginam a quantidade de apontamentos de aulas da Faculdade que li com esta imprecisão.

Ora bem, quando dizemos Trataste, a sílaba tónica é "tas" e estamos a empregar o Pretérito Perfeito do Indicativo do verbo Tratar, na segunda pessoa singular.
EX: Trataste do almoço como te pedi?
Se dissermos Tratas-te, a sílaba tónica mudou para "Tra" (1ª sílaba), dando lugar a uma conjugação reflexa.
Ex: sim senhor, tratas-te bem... sempre a comer Lagosta.

----> "A crítica" ou "ele critica"

A crítica, com acento agudo, é um substantivo.
critica, sem acento, é a conjugação do verbo criticar na 3ª pessoa do singular.


Dica: Quando quiserem saber qual a sílaba tónica duma palavra, costuma resultar "chamar a palavra" como me ensinou um professor muito tempo atrás. Imaginem que a estão a chamar na rua. EX: ó trapeziiiiiiista.
Desculpem os leitores que levaram uma seca.
Não sou professor de Português, mas confesso que me incomoda tanto desleixo.

Mais informações: www.priberam.pt (serviços on-line) e http://www.geocities.com/CollegePark/Library/8945/artigo2.html


P.S. - "Proibido" NÃO LEVA ACENTO e Verbo haver diz-se "Hás-de" - Consultar a Priberam e conjugar o verbo HAVER.

Really?



Reparei esta manhã, enquanto procurava lugar para deixar o carro, que os ditos posters da Abraço se encontram estrategicamente colocados ao longo de todo o parque Eduardo Sétimo.
Se Maomé não vai à montanha...

quinta-feira, setembro 18, 2003

Ele é o meu herói



Há dias, enquanto procedia ao empacotar das minhas coisas para o início de mudança de casa, reparei, que bem entaladas entre um manual de Direito Fiscal e um Código Civil já obeso de tantos aditamentos, estavam 2 revistas de banda desenhada do Homem-Aranha. Estranhamente contraditório, porque não suporto aranhas, por mais pequenas que sejam, este super herói sempre me fascinou.
Quem escolhe um super-herói sabe tudo sobre ele: quais os truques, os golpes, as capacidades e até os seus pontos fracos, como se o seu maior fã pudesse ser, em simultâneo, o pior inimigo dado o número infindável de conhecimentos sobre o seu opositor.
Assim sendo e por razões óbvias, herói que é herói procura esconder o que o torna vulnerável.
Há, porém, excepções.
Segundo o que pude constatar num recente anúncio de "outdoor" da Abraço, o herói morcego, Batman, assumiu definitivamente a relação amorosa com o seu "protegido" Robin, já maior de idade.
A verdade, é que já há algumas semanas que esta preciosa informação circulava nas reuniões do "jet 7 ", grupo vilão dos subeijamente conhecidos "fantásticos 4", e que usa a má língua para combater os nossos heróis.
Agora, está oficialmente confirmado, o poster não deixa dúvidas: Robin de mão dada com B-man dizendo " Ele é o meu herói ".
Segundo se apurou, alguns "Super" já desconfiavam desta relação depois de ouvirem, repetidas vezes, frases do tipo: "...Agarra-te bem!", "...Quem é o Papá?", " (Batman) Vou fechar os olhos e tu escondes-te! (Robin) Não vale, tu usas o teu Sonar...".
Depois de falar com mais personagens de B.D., estranhamente, apenas Lucky Luke não quis fazer comentários.

terça-feira, setembro 16, 2003

Diz-me onde dormes, dar-te-ei trabalho!



A blogosfera tem de festejar o aparecimento do pequeno Gastão, o cão malandro, que durante uns tempos esteve longe da vista do parapeito da menina Rita!

Quem diria, que este cão com nome de personagem sortuda de banda desenhada, pudesse seguir tão eficazmente o rasto do seu dono?

Nota: Gastão, uma vez que não tenho cão e gostava imenso de ter, a próxima vez passa uns dias lá em casa....

A Justiça Portuguesa ou "o penso rápido"



Estou Maaaaaaaaaaaravilhado.
Meus amigos, desde ontem que os Tribunais portugueses funcionam a novo ritmo.
É verdade, desde dia 15 de Setembro, dia oficial do recomeço do ano judicial, que se nota o enorme esforço comum de funcionários, partes e juízes, dirigido a uma maior celeridade.
Pena é, que apenas o esforço seja visível.
Uma audiência marcada para quinta-feira, dia 18 de Setembro, foi adiada para Janeiro de 2004.

Eu confio na Justiça!

Desejo Golear



Um Campo.
4 a 15 jogadores: 5 Açorianos; 5 Algarvios; 5 alfacinhas.
Nenhum Mister.
Muita FDB (Fome de Bola).

Em breve, o regresso do programa semanal que todos os fãs do futebol aguardavam, em directo da escola Marquesa de Alorna.

Mais informações: Contactar o grande Marcador fura-redes LFB, ou AB que pelas recentes exibições ganhou a alcunha de "O Fintas", ou então NCS, mais conhecido pelo Anticiclone.

Nota: Agradeço as palavras, demasiado elogiosas, que me foram dirigidas no Post "Gabriel Alves por um dia" -> Desejo Casar... só mostramos o melhor que há em nós quando as circunstâncias o exigem!

And the winner is...



Esta semana, deixo uma dupla sugestão: filme e banda sonora.

"Eyes wide Shut" - com Tom Cruise e Nicole Kidman.

A melhor cena: sem dúvida, a cena de descoberta de um intruso, Tom Cruise, em plena sala do Ritual.

Quanto ao cd da banda sonora: faixa 8 "Masked Ball"

Enjoy!

segunda-feira, setembro 15, 2003

onde está... Google?



Desafio qualquer dos distintos leitores a encontrar as seguintes palavras nesta página, que tão acertadamente permitiram a descoberta do Olhar Crítico:


-olhar a portugal agora 4%

-JOEL - BIGBROTHER pORTUGAL 4%

-último livro de miguel sousa tavares 4%

-Utilidades dos mexilhões para o homem 4%

-Como podemos nos divertir na noite espanhola 4%

-tudo sobre vulcoes 4%

-fnac livro abrunhosa 4%

Desperta o crítico que há em ti!



Abri um espaço de comentários (depois de um pedido irrecusável da menina que deixa marcas na areia)
Achei que seria interessante explorar o reverso da medalha, ou seja, aquele que critica ter a oportunidade de provar o seu próprio veneno, caso seja necessário!
Há quem entenda a abertura de tal espaço livre de opinião como uma aproximação indesejada entre a pessoa que escreve e a pessoa que lê, que estar contactável é poder conversar com os Deuses do Olimpo.
Não sou Deus, nem superior.
Tenho uma opinião...como todos vós!

quinta-feira, setembro 11, 2003

"Nine Eleven"



Faz hoje dois anos que ganhei vergonha do ser humano. Um ser capaz de destruir o que o rodeia incluindo vidas, famílias, sonhos.
Toda esta capacidade demolidora dentro nós, ao dispôr de uma maldade apenas vista em filmes, em ficção e que ainda se encontraria escondida na imaginação, ou não fossem algumas mentes "iluminadas" por um Deus, só seu, esse sim que posso garantir que não existe.
Para que serve Deus se os homens se aniquilarem?

segunda-feira, setembro 08, 2003

Por favor, onde fica o WC?



Quando: hora do jantar, um dia destes.
Local: Restaurante típico em Bruxelas, junto à Praça Principal - "Grande Place".
Prato: 1 dose de Moules mariniéres (1Kg de mexilhões!)
Bebida: Água e vinho Branco.
Efeito: casa de banho mais próxima - stop- com urgência.

Dado o mote, vamos à história.
A verdade é que estava aflito, muito aflito. Mas a ocasião, o lugar e as circunstâncias não permitiam que as expressões faciais fossem fidedignas ao "interior".
Os criados baloiçavam-se, de cá para lá, como se navegassem pelos corredores , e todo aquele movimento contínuo só me enjoava ainda mais.
- Ao fundo, à direita e depois novamente à direita - lá me disseram adivinhando pelo meu ziguezaguear.
Finalmente, lá encontro a porta dos "cavalheiros", e quando me preparo para....fazer o que tenho a fazer... (contracção/descontracção) vejo a sanita mais estranha que já vi até hoje. Não seria a curiosidade das formas, paralelepípedo e respectivo cone à frente, mas a de algumas ranhuras, muito estranhas que sobressaíam e escamoteando funções que só os belgas conheceriam.
A estranheza do objecto não me demoveu, nem apaziguou a terrível necessidade e foi então que, preparado para fechar literalmente os olhos à diferença, levanto o assento e... este não se segura.
O aperto é cada vez maior, estão preenchidas as premissas e contudo este silogismo sui generis não é lógico: se para haver Alívio é preciso haver uma casa de banho e se há uma casa de banho, logo haverá.... que treta o tampo continua a não aguentar-se sozinho em pé!!!!!!!!!!!!!!!!
Em completo desespero, já sem medo das ranhuras enigmáticas, do assento em baixo-relevo, e violando os ensinamentos do papá e da mamã, foi mesmo com o assento para baixo.
Como não tenho palavras para descrever o que senti, escuso-me a tentar inventá-las, digo apenas que foi um grande, grande alívio.
Já num silêncio mental, lá ganho forças para puxar o autoclismo. Então, um zumbido forte invadiu o compartimento, e o rectângulo rodeado pelas ranhuras avança sobre o tampo e sem que pudesse adivinhar, o assento começa a rodopiar.
Um sistema de limpeza automático, sem papéis, sem botões estranhos, sem avisos nem instruções.
Tudo ao alcance de um dedo, no toque banal de quem se prepara para abandonar quatro paredes de sofrimento.
Voltei para a mesa, ainda incrédulo por ver um assento que rodava 360° e grato pelos mesmos papá e mamã me terem ensinado a puxar o autoclismo só depois de me levantar - Que futuristas!

quinta-feira, setembro 04, 2003

Bruxelas IN



Este ambiente é estranho.
Aqui, a maioria dos portugueses que não se conhecem têm dois comportamentos:

1- Desatam a conversar aos altos berros, escudados por uma falsa noção de segurança, julgando que não serão entendidos, o que às vezes pode gerar situações verdadeiramente embaraçosas já que Bruxelas é uma cidade "ocupada".

2- Mal se apercebem da presença próxima de compatriotas, silenciam-se, como se tivessem vergonha dos lusos que cá vieram ganhar a vida, como se não se quisessem misturar com esta "gentinha". Fazem de tudo para que não se gere um diálogo que os rebaixaria, limitando-se a olhar fixamente nos olhos como se os enxotassem mentalmente.

São estas as duas principais razões para poder afirmar, com convicção, que é muito fácil detectar um português por estas bandas.

Mas este sentimento de repulsa existe também nos nativos, cada vez menos nativos, que se limitam a determinar com olhares rapidíssimos a nossa origem. A distinção é feita deste modo: belga; não belga.
Xenófobos?
A verdade é que todos os povos coabitam, têm o seu lugar na cadeia alimentar dos humanos e ninguém se chateia com isso, mas são os silêncios que mais revelam o profundo desprezo por estes estrangeiros cada vez mais nativos.

Apesar de tudo, limito-me a responder com o mesmo desprezo, não esquecendo os bons modos que insistem em acompanhar os seus olhares de reprovação.
Afinal de contas, dinheiro é dinheiro, independentemente da sua origem.

O euro tem as suas vantagens, ao menos já não olham para as nossas notas com a desconfiança com que ouvem o nosso luso-francês

quarta-feira, setembro 03, 2003

Setembro em grande



Quem leu o último post, ficará indignado por ver qualquer actualização no Olhar Crítico e questionar-se-á sobre os meios que hoje me permitem fazê-lo.
Na verdade, estou bastante longe de casa.
Estou numa terra onde o sol é muito tímido, a cidade é mais verde que cinzenta e onde a mescla de culturas é tão grande, que é o exemplo perfeito da frase "não sou ateniense, nem grego. Sou um cidadão do Mundo".
Pela descrição podia estar em muitos sítios, mas a brisa que me cumprimentou hoje de manhã é a de Bruxelas.
Lá do alto, antes de aterrar, vi muitas pocinhas onde os Deuses costumam refrescar-se e que se identificam facilmente, pois o sol, astro magnífico, está ao serviço do Olimpo e nelas faz-se reflectir, quase como se fossem naturalmente douradas. Os campos, perfeitamente alinhados e divididos, mais parecem uma paleta de cores de um distinto pintor ou quiçá do próprio Hergé que, nos Céus, se prepara para pintar uma nova aventura do Tin Tin e da inseparável Milu.
O prateado surge sob a forma de átomo gigante, que afinal e ironicamente, para partícula que outrora era considerada a mais pequenina, é percorrido por centenas de pessoas, que diariamente visitam o seu interior... átomos dentro de outros átomos.
Apesar de se tratar, efectivamente, de uma grande metrópole, é notável a forma como o verde se mantém a cor predominante. Os parques, os extensos jardins, os quintais e os vasos juntos às varandas das casas, compõem todo este ambiente são e tranquilizante quase bem sucedido ou não fossem as incessantes e barulhentas buzinas dos automobilistas, que deixem que lhes diga, são mais destemidos do que nós. As regras de trânsito existem, mas todas as pessoas guiam no condicional - E se eu.... - felizmente, arranhão aqui ou ali na pintura, as pessoas saem intocadas.
Estou feliz, mas com saudades.

Até Breve

Nota: quem quiser fazer perguntas, algum pedido, encomenda, etc, não hesite em contactar-me para olharcritico@netcabo.pt

Obituário



Não, não estou com o chamado "Writer`s block", nem mesmo com "stage fright", a verdade é que o meu computador deixou, simplesmente, de responder, ligar e até espantosamente de dar erros, ou seja, deu um verdadeiro berro.
Depois de horas e horas a montar e desmontar, a bater, a substituir peças (sobrando outras, claro!), foi declarado, oficialmente, o seu óbito por volta das 4.20 da manhã de Sábado, ruidosamente acompanhado por um praguejar tão violento, que os vizinhos deverão ter pensado que a casa estaria arrendada a pessoas de fora.
Por isso, é com grande tristeza, que comunico o falecimento do meu grande companheiro de tantas conversas até altas horas, do teclado onde nasceram as primeiras palavrinhas do Olhar Crítico e sobretudo duma máquina que até ao derradeiro silêncio foi o "my computer".

Nota: Hoje por volta da meia-noite cumprirei um segundo de silêncio que foi o tempo que demorou a apagar-se de vez.

sábado, agosto 30, 2003

And the Winner is...



Em poucas palavras....

música da semana:


"Voa Borboleta", faixa 16 do Cd "Mi má Bô", de Sara Tavares.

Posologia: imediatamente após o primeiro piscar de olhos e ao deitar, de preferência, a olhar para o céu. (SO, CALL ME ROMANTIC!)

Estar só comigo



Ler as palavras que marcam hoje a Areia, fez-me recuar no tempo, ou melhor, voltar a sentir o que julgava erradamente extinto e que na realidade, à semelhança de muitos vulcões, apenas se encontrava adormecido em mim.
Se continuasse a viver a mentira, que afinal não passa de um complot entre o coração e o cérebro para me proteger do sofrimento e da dor, teria sido desmascarado de uma forma tão simples e hábil que, agora, só me pode deixar envergonhado. E tudo graças a "uma mentira inventada".
De facto, ainda infantilmente influenciado pelas magias que aprendi durante a adolescência, julguei que num passe típico conseguiria esconder debaixo do tapete da distância, que separa agora o mágico da assistente, ou esquecer com a ausência daquela presença, todo o sentimento, o nervoso miudinho e o inevitável sorriso que lhe retribuía.
Não podemos esquecer as pessoas, nem podemos retirar-lhes o passado que firmemente se agarra às nossas entranhas. Podemos, sim, aventurar-nos no desconhecido, pelo presente, sentindo, tremendo com o medo característico do "não se saber o que fazer", ir tacteando o caminho dos sentimentos, a cada olá, a cada "gosto de ti" com novo destinatário. Estou pronto.
Pés na terra, coração no céu, olhar em ti.... assim te espero, sorriso sem nome.

Brevemente



Avista-se o regresso da rubrica "O Parcialóide" já no mês de Setembro.
É uma questão de tempo... como em tudo na vida.

sexta-feira, agosto 29, 2003

Health, Men's Health



Não gosto de fazer publicidade, nem tão pouco cedo (conscientemente) a jogadas de marketing que têm o intuito de nos incentivar a um ainda maior consumismo perfeitamente desnecessário.
Contudo, abro hoje uma excepção no que toca à primeira oração deste meu primeiro parágrafo, já que sou proprietário dos 29 números já editados da revista Men's Health, cuja compra se repete criteriosamente todos os meses.
Esta edição mensal tem um dom curioso, acredita e fomenta a existência de um homem moderno, emancipado e sobretudo "anti-machista". Não obstante o "target" óbvio , as mulheres também parecem apreciar a sua leitura, já que numa coluna própria, não só vão expondo a sua opinião como chegam mesmo a propor algumas dicas em mais campos - SIM! Nesse também...
Como eliminar nódoas, passar a ferro, fazer nós nas gravatas, combater a calvice, comprar ou vender um carro, cozinhar um jantar delicado com poucos recursos, são apenas alguns dos tópicos que poderemos encontrar no seu interior. No entanto, há dois assuntos que nunca, jamais, em tempo algum faltarão: Como Perder Peso e Como melhorar a Performance na Cama.
Não tenho dúvidas de que mais de 50% das pessoas abre a revista incentivado pelos títulos em destaque, mas aquilo que aparentemente é o seu calcanhar de Aquiles depressa se torna uma forma bem interessante de folhear, na íntegra, uma revista que afinal tem muito mais para partilhar.
Aquilo que a caracteriza é, sem dúvida, a diversidade de assuntos e a forma pormenorizada como abordam problemas e preocupações tão actuais.
Ler para crer!



Nota: Aos Senhores - Não é uma revista de casa-de-banho!
Às Senhoras - Perdoem a alusão gratuita a Sexo na linha anterior. Cortesia by Men's Health

quarta-feira, agosto 27, 2003

Utilidades



Serve esta rubrica para imortalizar no tempo e no espaço informações úteis, conhecimentos e algumas dicas que, por vezes, se revelam de difícil acesso.

Hoje:

Se tiver um acidente de viação colidindo com mais veículos e quiser averiguar a veracidade do seguro ou até mesmo a seguradora do automóvel em que embateu, basta que entre no seguinte site e escreva a respectiva matrícula.

terça-feira, agosto 26, 2003

Referências



Gostei bastante do último Post da Valentina.
Revela uma preocupação, mais do que justificada, pela mais recente vaga de Srs. Drs. que disparam opiniões em todas as direcções.
É de Ler!

Curtas



Queixava-se ontem uma amiga espanhola, durante uma conversa sobre as múltiplas dificuldades na aprendizagem da nossa língua:

" Porque é que os dias da semana em Português começam por uma Segunda? Porque é que não começam por uma Primeira?"

Não soube responder....
Alguém sabe?

Lx Forever



Regressar à  Capital depois de umas férias relaxantes e bem merecidas, é como voltar ao conforto materno, após o parto, enrolado numa mantinha.
Atravessar qualquer das pontes e retribuir o enorme sorriso desta minha Urbe, que se traduz numa luminosidade que a ilumina na totalidade, até mesmo os becos mais escondidos, garantindo que toda a Lisboa nos recebe.
É bom estar de volta.

terça-feira, agosto 19, 2003

Chinês à Portuguesa



-No Comments-

Algures num Restaurante Chinês, em Armação de Pêra:

- Filho: "... Queria uma maçã Fa-si, por favor."

(chega a sobremesa)

- Pai: " ... vais comer Filhós?"

quarta-feira, agosto 13, 2003

Noites no Castelo



Apesar de ainda me encontrar em Férias, achei interessante quebrar uma onda gigante de ócio e descrever a minha última noite.
Comecemos, então, pelo início.
Há cerca de 2 anos que sei da existência dum particular local, que segundo os entendidos da noite algarvia e alguns fotógrafos noctívagos do Expresso se apresenta como o mais extraordinário palco das loucuras de Verão. Refiro-me, talvez não tão obviamente para os comuns mortais, à tão badalada "Casa do Castelo.
A verdade é que num misto de Olimpo Moderno "Avipalhado" e de harém onde a beleza feminina ronda os 95% do total das mulheres, este espaço revelou-se extraordinário para levantar a moral e a auto-estima de quem lá vai.
Depois de 3 tentativas frustradas, ao longo dos últimos anos, para penetrar nesta antagónica Alcatraz à Portuguesa, sendo que uma delas, e é bom deixar bem claro, se deveu a um pneu furado no caminho, o dia de ontem revelou-se um dia de glória.
Com cerca de 9 a 10 Kg a menos, uma camisa branca metida obrigatoriamente dentro das calças a contrastar com o bronzeado das praias lusas e brasileiras que os porteiros pareceram reconhecer, uma companhia lindíssima e um ar descontraído, a porta de entrada pareceu maior do que nunca, e sem a falta de visibilidade do costume para o seu interior, isto é, sem o porteiro a barrar a entrada.
Pois bem, o "feito" Hercúleo diluiu-se no que parecia ser uma entrada banal em mais um estabelecimento comercial. Entrei sorridente mas incapaz de entender a excitação de quem me acompanhava. Contraditório?
Na verdade, não.
Há muito que não me deixo vencer pelas negas dos porteiros. Saio para me divertir e não será alguém que se limita a avaliar, em segundos, o aspecto do projecto a cliente e fica especado à porta duma discoteca, em que afinal, também raramente entra, que me vai estragar a noite.
Há sempre a desilusão de se ser barrado, mas são pobres de espírito ou simplesmente imaturos, aqueles que fazem de um "não", de um "são 50 €" ou de um "tem cartão da casa", uma crise de ego.

De volta ao Castelo, os 15 euros pagos à saída são, no fundo, um investimento, um elogio ao nosso bem parecer, já que ontem foram eliminadas quaisquer dúvidas de que esta casa vive de caras bonitas, de aspecto fino e elegante, mas temporário, já que os homens, mal sentindo o piso confiante do interior da fortaleza, logo libertam o que mais parecem camisas-de-forças que estrangulam as, afinal, opulentas barrigas. As mulheres, acompanhadas ou não pelo seu querido, proprietário de um penteado de boneco da playmobil ou de um 4 rodas de alta cilindrada, parecem devorar cada sorriso que afinal nem sequer lhes é dirigido.

Foi bom ter uma noite diferente, igual à de tanta gente que não sabendo o que fazer ao seu dinheiro o utiliza na busca de um reflexo erróneo do seu verdadeiro valor, mas fidedigno ao do seu poder.

Apesar de tudo, o meu lado menos preocupado com as injustiças do mundo fartou-se de se divertir.

Vale a pena ir lá uma vez, nem que seja para ficar à porta.

sábado, agosto 09, 2003

Faltas Justificadas



Caros Leitores virtuais, cabe a este post justificar a minha ausência, e até quem sabe, levar a que o meu patrono me conceda mais uns dias de descanso:

ESTOU DE FÉRIAS!!!!!!!!!!!

Dei uma vista de olhos ao número de pessoas que tem cá vindo ler umas coisitas e cheguei à conclusão que não sou o único.....

Por tudo isto, espero que não me levem a mal, mas vou continuar deitadinho na areia, a sorver lentamente o meu batido de baunilha e a olhar para a paisagem.

P.S. Cuidado com os peixes-aranha, é que ontem fui picado no pé em três sítios.

domingo, agosto 03, 2003

Oportuno



Durão Barroso, durante a visita às áreas que sofrem com intermináveis incêndios, afirmou convicto: "... Não há um problema de meios... ".
Sr. Primeiro Ministro, espero que tenha assistido aos telejornais nos dois últimos dias, já que no local não conseguiu constatar o óbvio.

segunda-feira, julho 28, 2003

O velho Mail



Acha que leva uma vida monótona? Os seus amigos envergonham-no ao chamá-lo de molusco?
Está cansado de ser tão certinho e nunca se enervar em público?
Então, temos a solução para si!!!!!
Experimente mandar uma pequena e simples carta a um amigo seu. Pode ser seu vizinho. Pode ser a sua sogra.
E perguntará você: O que é que existe de tão estimulante no acto de escrever a alguém?
Muito bem, está prestes a descobrir as propriedades "medicinais" de uma ida aos Correios.
Com um aspecto moderno e sofisticado, os serviços dos Ctt contêm, 9 luxuosos balcões de atendimento, sendo que dos 7 funcionários qualificados presentes, apenas 1 (no máximo 2), procedem ao mesmo. Com um sistema revolucionário de senhas, a visualização do placard é ideal para testar os reflexos, uma vez que incorpora um mecanismo de "delay", que chega mesmo a atingir resultados espantosos como a sequência de 2 números em 30 minutos.
Isto já para não falar do elevado nível de qualificação dos funcionários, prontos a comunicar com respostas vagas, indefinidas, pouco esclarecedoras, em suma, um verdadeiro teste de CP/AI (Controlo pessoal ou Agressão Iminente).
Finalmente, à semelhança do que acontece com a Empresa Americana MAcD........., no seu interior são utilizadas as cores Vermelho e branco, com intuito de forçar mentalmente o cliente a estar o mínimo de tempo possível no interior das instalações, o que em paralelo com a morosidade propositada do respectivo serviço, provoca uma inevitável, mas segura e saudável reacção do paciente.
São estes os nossos conselhos desta semana: Bom exercício de nervos!!!!

Mea Culpa



Caros amigos e leitores, estive uns dias no Algarve, mas não me invejem porque me vi luso-grego para encontrar espaço entre as centenas de toalhas espalhadas pelas areias!
Vou tentar retomar o ritmo de escrita a que já me tinha habituado.... repito TENTAR....

.......Olhó Gelado!!!!!

quinta-feira, julho 24, 2003

Manifesto Anti-Alopecia



Já repararam que os Portugueses, além de estarem cada vez mais gordos, estão igualmente mais calvos? Isto já para não dizer "Carecas", que é uma palavra que soa mal.
Pudera, com uma terminação similar a peças de vestuário í­ntimas, ouvir "....ecas" é como insultar a nossa cabeça sem que possamos fazer nada!
Serve, também, este pequeno textinho para, de uma vez por todas, explicar o que nunca deve ser dito a uma pessoa que sofre de alopecia (calvice). Por favor, amiguinhos, nunca, jamais, em caso algum, cometam o erro de auxiliar alguém a detectar a sua calvice, tipo: " Ó Henrique, já reparaste? Estás a ficar Careca!". Se a mesma observação, funciona para quem tem um pneu furado, a finalidade perde-se completamente quando alguém se refere ao aspecto físico de outra pessoa.
Porra, já não não basta ter 5 espelhos em casa, ainda me vem um marmelo com intuito altruísta reparar no óbvio. Se é óbvio é porque já não consigo escondê-lo!
Mas porquê esta reacção?
Sobretudo vergonha, mau-estar e a impossibilidade de controlar o fenómeno. A constatação do óbvio aliada à frustação do pouco que se pode fazer para inverter a situação, leva a que o "doente" se sinta vulnerável e susceptível, sensação que se manterá até se habituar ao seu novo aspecto fí­sico.
Na verdade, é a própria identidade da pessoa que está em jogo, um sorriso nos lábios que desaparece pela falta de autoconfiança.
Solução?
Somos o reflexo do nosso interior, logo, o primeiro passo importante é recuperar essa autoconfiança, desta vez com base num novo look, que será usado para fazer muitos estragos na população feminina!
Força pessoal!


Nota: estes desabafos são o resultado da experiência pessoal e não de qualquer estudo efectuado. São observações, na sua maioria escudadas pelo tom humorístico, mas que podem efectivamente "causar danos" à integridade psíquica das pessoas mais frágeis e sensí­veis com o problema da Calvice.

terça-feira, julho 22, 2003

Resposta a post de...



Caro Miguel Góis, do Gato Fedorento, na mesma onda humorística que subjaz ao mais recente post "o Caso do Touro assassinado", cabe-me elucidar, como recém chegado ao mundo da Advocacia em fase de Estágio, que não foi preciso tirar impressões digitais às bandarilhas nem proceder a quaisquer outras diligências, uma vez que o evento in casu foi transmitido por uma cadeia de televisão.
E agora, quid Juris?




Nota: perdoa a linguagem semi-técnica, é que o meu patrono pode estar a ler....

Rapidinha



À semelhança do Joel Neto, sou Sportinguista, leão, lagarto, enfim todas as alcunhas que entenderem. Ontem assisti, na televisão, à recepção do Ricardo na nova Catedral Montovani & filhos e houve um pormenor que me irritou! O sr. Ricardo, recebido com pompa e circunstância, não só oferece um enorme sorriso, até aqui tudo bem, mas tem a lata de aparecer a mascar a bela da pastilha.
Não sou nenhum professor que repetidas vezes pede aos seus alunos para deixarem as pastilhas fora da sala, nem sou conservador, mas a verdade é que prefiro ser insultado por benfiquistas, portistas, ....adeptos do belenenses, boavisteiros, a ser desprezado por um tipo que ganha milhões e que é famoso por deixar entrar "frangos" numa baliza.
Se por acaso, for uma jogada de Marketing, perdoe-me a Reebok, não reparei na marca da pastilha.......

segunda-feira, julho 21, 2003

O Parcialóide apresenta:


”A originalidade no plágio” by Dra.Pálida Pinto Correia

Mais uma vez, fomos confrontados com a impossibilidade de transcrever as perguntas que fizemos. Assim, porque se tornou um fenómeno recorrente no Parcialóide, daqui em diante, vamos escusar-nos a sequer tentar publicá-las.


Dra. Pálida Pinto Correia - ...muito obrigada, eu, pelo tempo que me estão a dispensar!
Calculo que queira falar sobre o evento que mudou a minha vida, episódio que denomino “o maior dos meus erros”, e que curiosamente é o nome do meu último livro, que já está à venda na Fnac, na Bertrand, Barata, isto é, todas as grandes livrarias e também algumas mais pequenas que as imitam.

- Pessoalmente fiquei muito contente que alguém tivesse descoberto, ou pelo menos notado. Repare, Portugal vive um período de grande desinteresse pelo que se escreve nos jornais, nas revistas e até nos livros. O típico português limita-se a ler as frases neo-nazis, racistas ou mesmo pornográficas, escritas na diagonal numa porta de casa-de-banho de centro comercial, os panfletos de enriquecimento rápido e próspero que alguém insiste em deixar no pára-brisas do carro, o papelinho que acompanha a pílula do dia seguinte e que descreve os efeitos, os jornais da bola, a lista/conta do supermercado tentando perceber o que encareceu.
Ora, se o marasmo nos hábitos de outra leitura é um dado adquirido, não acha fantástico que alguém que tenha uma sensação de “deja vu”, seja em simultâneo leitor da time, escapando à terrível onda de desinteresse?
Só tenho pena que ninguém tenha notado antes, trata-se de uma prática antiga, sabe? Anos a fio a depositar uma esperança, a de que um dia alguém estranhasse. Nesse dia, Portugal começaria a mudar.
Veja, já começou! Já somos mais cultos, mais atentos e sobretudo mais elaborados naquilo que escrevemos e que juramos ser nosso.
Agora, começa o verdadeiro desafio de nos separarmos da mera cópia, pois o Plágio é apenas um meio!

-...Como eu própria escrevi em tempos, “Ser ou não ser eis a questão que me perturba”, ou “ água mole em pedra dura, tanto bate até que fura e depois tenho de ir buscar outra ao quintal para fazer de ralo no lava-loiças, já que a torneira não pára de pingar, mas o canalizador já telefonou a dizer que vinha logo à tarde” a vida tem um percurso enigmático, desconheço qual será o meu próximo golpe de publicidade, digo, o meu próximo acto mediático, mas como toda a gente sabe, não há duas sem três!

-...Só contou um plágio? Quando digo “não há duas sem três” estou, naturalmente, a referir-me ao meu mais recente livro “o maior dos meus erros”, que já está à venda na Fnac, na Bertrand, Barata, que na realidade será brevemente editado nos Estados Unidos da América e cuja autoria pertence efectivamente a George W. Bush, numa tentativa rebuscada de justificar o próximo ataque ao Canadá.

- .... claro, aliás, para terminar, vou ler uma passagem do segundo capítulo “ A Spa e eu”:

Sentado sobre um muro da Baía, bem para lá dos vales áridos de Salamansa, sinto no rosto a chuva tépida de São Vicente. Os meus filhos (uma rapariga, dois rapazes) insistiram: que eu bebesse uma cerveja. Ela, empoleirada numa cadeira, foi buscar a cerveja ao frigorífico. Um foi buscar o abre-garrafas e outro, por pudor, trouxe um copo. Ainda pensei em explicar que talvez não fosse boa ideia, mas sei agora que foi a melhor cerveja dos últimos tempos. Uma memória da felicidade. Já passaram as dores de parto, já se afagaram as primeiras depressões ( pós-parto ) , estão agora a aparecer as primeiras febres que preocupam mais a uns e menos a outros.
Eu penso que não é nada que um Benuronzito não resolva... não abusem do Brufen – por exemplo com os meus filhos , baixava-lhes muito a temperatura e isso também não é bom. “Faz-me aí uma canjinha e depois anda cá levar com a moela”, é frase que me aquece há anos a invernia..
.


Errata: perdoem-me os leitores, mas depois de uma leitura atenta dos blogs dos colegas, reparei que este excerto da imaculada Dra. é não mais que transcrição de pedaços de posts do Desejo Casar, não esperem nada de mim!, Aviz, Opiniondesmaker e até do O meu pipi. Por este motivo, pedimos imensa desculpa, mas espero que compreendam.
Aliás a credibilidade inexistente de quem se assume plagiador não deve ofuscar a originalidade das vossas criações!


Próximo Parcialóide: Surpresa! dica: é um actor! - já na próxima segunda-feira

domingo, julho 20, 2003

Inédito!



Pedro Abrunhosa, no Herman Sic, quando interpelado e convidado a cantar o " Tudo o que eu te dou", que todos cantámos vezes sem conta, ao som da sua voz rouca, retorquiu nervoso: "...está bem, se me lembrar da letra...".
Estou em estado de choque.

Perdoem-me se acharem que estou a exagerar na minha reacção, mas hoje é, sem dúvida, um dia de muitas surpresas.

Agora a sério!



Acabo de assistir a mais uma pérola do jornalismo em Portugal: a entrevista, em directo, à ainda mulher de Jorge Nuno Pinto da Costa.
O objectivo?
Provavelmente, para que o público conheça a verdade sobre os últimos acontecimentos em casa dessa Senhora, revelando a todo o país, se efectivamente houve ou não agressão.
Confesso que não sou apologista da frase "entre marido e mulher, não se mete a colher", aliás porque a nossa lei já deu um passo em frente ao considerar crime público o crime de maus-tratos do cônjuge, mas há certas coisas que simplesmente não consigo entender.
Porquê e para quê, dar tempo de antena, ainda por cima em "prime time", a este tipo de... bigbrother em diferido ?
Bem sei que o jornalismo da Tvi é apelidado, por muitos, de sensacionalista. Mais, o "menu" do jornal da tvi costuma estar recheado de nomes incógnitos elevados a "peça" nacionalmente relevante, isto é, num espaço do dia em que o espectador deveria ser informado das notícias mais relevantes, este é, contudo, bombardeado com histórias tipo a do sr. António, que numa noite de maior bebedeira caiu ao poço, tendo sido encontrado a boiar, no dia seguinte, pela neta.

Srs. Jornalistas da Tvi, permitam-me dirigir-lhes algumas palavras:

Considero vergonhosa a vossa selecção de peças, chegando a revelar uma falta de nível monstruosa quando, à semelhança do que sucedeu hoje, não só invadem a intimidade da vida pessoal das pessoas, isto independentemente da autorização dos intervenientes, mas também quando exploram circunstâncias da vida entre vips, com o exclusivo intuito de atingir maiores audiências.
Agora pergunto, será que se fosse o Sr. Manel a bater na mulher, esta também mereceria o mesmo tempo de antena? Se a resposta for não, fica evidente a vossa política de audiências. Caso seja sim, então desculpem-me, mas são terríveis a seleccionar matéria digna de ser exibida.
A solução será, por e simplesmente, não dar voz a este tipo de paródias.
Já sabemos que as pessoas têm defeitos, algumas são mesmo maldosas, poucas conseguem matar, mas o que é que conseguem ao expô-las da maneira como o fazem?
Poderão considerar a minha opinião um tanto radical, afinal de contas a vítima de maus tratos deve ser auxiliada e protegida. Nesse ponto, estamos todos de acordo, mas não é na Televisão que devemos analisar e descrever todos os pormenores, sórdidos ou não, duma vida a dois. Mas que descrédito é esse da Justiça e que necessidade é essa de vindicta Privada?

Não acham demasiado chocante e contraditório apresentar, no mesmo espaço, rubricas tão escandalosamente fúteis e a opinião de pessoas tão sérias e competentes como Miguel Sousa Tavares e Marcello Rebelo de Sousa?


Nota: não sou adepto do Futebol clube do Porto, não sou defensor do Pinto da Costa, julgo, sim, que há lugares indicados para proteger a integridade física das vítimas e para punir quem a viola.

sábado, julho 19, 2003

And the winner is...



Esta semana, a escolha musical tem um sabor a Brasil.
O seu nome é Ana Carolina, e a sua voz distingue-se pelo tom forte e grave, quase masculino.
"Quem de nós dois" é a faixa escolhida, talvez por encerrar na letra algo familiar, sentimentos comuns a tantos de nós e que muitas das vezes, simplesmente, não conseguimos traduzir em palavras.
A melodia, aparentemente leve, contém suspiros, desejos ardentes e até lágrimas de saudade.
Espero que gostem.


Boas Audições!

sexta-feira, julho 18, 2003

Saudades



Tenho saudades daquela alegria,
Do sorriso banhado na felicidade,
Dos beijos que baixinho te pedia
E do teu olhar de cumplicidade.

Vejo nas fotografias o teu rosto.
Nos bilhetinhos o teu carinho.
Na roupa o teu bom gosto,
E no coração, tu, meu amorzinho.

Posso esquecer-te com outro prazer,
Ou esconder-te num pensamento.
Amar-te cego a jazer
Na alma o desejo dum sentimento.
Mas minto se te esqueço,
Ou que acredito que mereço
Esconder-me no teu esquecimento.

Não rimam as palavras confusas
Que descrevem o indescritível.
Nem mesmo aquelas que tu usas,
Quando em silêncio mo recusas
Dizendo: é impossível...

29.10.2002

Ler acompanhado por Pedro Abrunhosa "Eu não sei quem te perdeu".

Intimidades



Feliz, é aquele que ama
Sem que o amor o tome.
Pois, o calor da chama
É o amor que o consome.



Lisboa, 1997

Sabia que....



Rubrica*onde encontrará uma panóplia de informações: contactos importantes, sites com interesse e até alguns conhecimentos jurídicos.
A diversidade é o mote!



SABIA QUE...

Para pedir uma certidão de nascimento, casamento ou de óbito se deve dirigir a uma Conservatória de Registo Civil?

Mais informações sobre localização e serviços disponíveis:
http://www.dgrn.mj.pt/civterr/terrciv1.asp


*aceitam-se sugestões para a menção de informações relevantes, basta que me contacte por email!

Monsieur le chef Samurai



Exí­mio no corte, tem o hábito de molhar a ponta da sua faca em água, antes de desferir os temíveis golpes. Diz-se que é uma técnica antiga que permite que a lâmina atravesse melhor a carne, deixando apenas uma incisão fina e perfeita.
Na sua arte veste-se a rigor, aliando o requinte oriental às cores pálidas e acinzentadas da vida europeia.
Considerado por muitos, como um verdadeiro Samurai moderno pela precisão dos seus movimentos com afiadíssima lâmina, é mais correctamente apelidado pelos entendidos, de Itamaé San, ou Mestre de Cozinha Japonesa.
Um "verdadeiro" Mestre, como é fácil de comprovar em qualquer Restaurante Japonês.
A minha selecção?
O Restaurante Aya nas "Twin Towers", em Lisboa, onde curiosamente jantei esta noite.
É lá que vou coleccionando sabores exóticos multicolores e onde inevitavelmente vou deixando a carteira!
Para quem ainda não teve o mesmo prazer, é costume o chefe Japonês confeccionar os pratos na sala onde os clientes estão sentados, sendo que para os verdadeiros amantes destas iguarias, estão reservados alguns lugares junto à bancada onde a Criação ocorre. Pessoalmente, considero tratar-se duma arte maravilhosa que exige, pelo menos, que se experimente uma vez.
Atenção, que a ementa Japonesa não é apenas constituída por Peixe cru (Sashimi), ou pelo conhecido Sushi (rolos de arroz com variedades de peixe dentro). Com efeito, é ainda possível pedir "Tempura", prato em que o peixe desejado vem frito. Isto, já para não falar dos fondues.....
Resumindo e concluindo, é uma experiência indispensável, e de preferência na companhia certa.

Se quiserem saber mais:

"O prazer do sushi - Como fazer. Como apreciar", preparado por Kumfoo Wong, da editora Temas & Debates -
(à venda, se não me engano, na Fnac)

Bom apetite e cuidado com o Wasabi*!



* rábano silvestre japonês, extremamente picante e de cor verde.

quarta-feira, julho 16, 2003

A Cruz de Carlos



Parece que nos dias que correm, a comunicação social apela, não, à incessante busca de informações que o leitor ou telespectador deve saber, mas sim a uma figura do Direito já velhinha e curiosamente proibida, a vindicta privada ou vingança pessoal. A ânsia da incriminação, das provas conclusivas, da certeza do veredicto, da culpa, tornam a opinião pública cega, mais ainda do que a própria justiça. Aliás repare-se na contradição: nas televisões e jornais jorram argumentos e razões fortes, independentemente da sua veracidade, para justificar a actuação do juiz de instrução criminal que aplicou as medidas de coacção. Aguardam-se, sim, provas da inocência dos arguidos. O sistema Processual Penal funciona exactamente no sentido oposto. A verdade é que nesta fase do processo procuram-se indícios mais fortes, provas até, de que os arguidos "possam" ter cometido os crimes que o Ministério Público "desconfia" terem cometido. Estamos num campo de incerteza, há que não esquecer isso. Caso contrário já teria o Ministério Público avançado com a Acusação.
Com julgamento ou não, à falta de sentença com força de caso julgado
(sem mais possibilidade de recurso), os suspeitos estão inocentes, digam o que disserem as televisões, os jornais e até os "cara tapada" que dão os seus testemunhos. O cumprimento da Lei não está nas nossas mãos, não detemos o poder dos Juizes, nem o veredicto é o resultado da opinião da maioria.
Aprendamos duma vez por todas que a inocência presume-se e o contrário prova-se.

Notícia de última hora - Soube-se agora que Carlos Cruz continuará em prisão Preventiva, de acordo com um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que nega provimento ao "Habeas Corpus" pedido pelos seus advogados.

Quanto a mim, embora saiba que o Direito nem sempre é justo (é o que os nos ensinam logo no 1º ano do curso de Direito), apenas desejo que se faça Justiça.

segunda-feira, julho 14, 2003

O Parcialóide apresenta:
"O especialista" by Dr. Afável Martins



O Parcialóide dá voz a todos os "cromos" de Portugal mas sobretudo a quem revele um enorme Narcisismo (por favor não mandem mails políticos. Narcisistas Não São Apoiantes de Narciso Miranda!).
Todas as semanas, será eleito o parcialóide de Honra, uma individualidade que reúne todas as características de excelência e de qualidade, capaz de discursar horas a fio, sem se cansar, falando apenas, só e exclusivamente de si (num longo monólogo).
Quanto a nós, tentaremos o impossível: um diálogo com o parcialóide da semana.


E esta semana, a personalidade escolhida foi o Dr. afável Martins, reconhecido não só pelo seu apurado sentido de Ética profissional, mas também, pela mundialmente conhecida, capacidade de diagnóstico à distância.

Não se confunda o leitor, trata-se efectivamente dum diálogo, ou melhor, de uma entrevista, mas por qualquer razão apenas fomos autorizados pelo ilustre Dr. a editar as suas respostas. O que prometemos, cumprimos...

Dr. Afável Martins - ...ainda bem que fala nisso. Ora aí está um tema interessante: a separação de gémeas siamesas. Não sei se sabe, mas sou um dos maiores e melhores especialistas na matéria... ... ...

-...bem, isso aconteceu porque durante uma operação conservei o meu telefone móvel desligado, e o senhor sabe, estes assuntos requerem alguma celeridade, e não me tendo "apanhado", a urgência da intervenção exigiu uma mobilização rápida dos melhores especialistas. Por isso e com muita pena minha, não pude participar... ... ...

- ...não. Quando digo pena, quero dizer que poderiam ter gasto muito menos dinheiro na intervenção e com resultados bem diferentes.
Como? Meu amigo, já fiz centenas de operações do género. Tenho uma visão muito clara: separar é tão simples como cortar e remendar. Tiramos daqui, compomos ali e se for preciso lançamos uma moeda ao ar e decide-se para que lado devemos deixar o fígado. Tudo sem responsabilidades, já que normalmente as pessoas reconhecem tratar-se duma intervenção de risco. É ser-se Deus, e para isto basta uma pessoa, um especialista, eu.
Repare, costumo estar sozinho a operar, o resto são alguns braços que me vão dando instrumentos, que me limpam o suor da testa, são acessórios e quase em nada contribuem para a técnica em si. Se julgar que sim, é porque não entende nada do assunto, e por alguma razão me está a entrevistar.... quer dizer, veio ter comigo para saber um pouco mais....é isso que quero dizer.

- Sim, tenho pacientes que vêm dos mais diversos lugares. Como vê, não sou um mero cirurgião “local”. Mas, foi realmente em Portugal que adquiri o reconhecimento, sobretudo em virtude dos resultados positivos que tenho obtido. Há mesmo quem diga que o faço com uma perna às costas. Uma afirmação curiosa, já que em muitos casos é literalmente isso que sucede.

- Muito bem, mas voltando à separação das gémeas siamesas com 29 anos. Os dados que soube por alto, permitem-me dizer, com toda a convicção, que houve um excesso de zelo em resultado de uma enorme incompetência. E tanto o foi, que já estava preparado para propor à mãe das criaturas, digo pacientes, que as transportassem até Portugal, para poder proceder à separação... Não, claro que não seria perigoso transportá-las, elas passariam a maior parte do tempo da viagem a dormir, tal foi a dose de anestesia administrada. Aliás, é na neste aspecto que mais critico os médicos intervenientes, que muito provavelmente, estão mais habituados às medicinas orientais do que a critérios fiáveis, do que a opiniões credíveis e infalíveis dos médicos especialistas ocidentais.
A minha tristeza deve-se a esta certeza pessoal de que seria capaz de as separar em muito menos tempo, sim porque para o resultado obtido, eu sozinho, necessitaria apenas de uns meros 10 segundos, sendo escusado pagar a tanta gente o que só um técnico especializado poderia receber.

...Formei-me numa das melhores Universidades mundiais de Medicina.......Bem, acho melhor terminarmos por aqui...



Próximo Parcialóide..... "a originalidade no plágio" by Pálida Pinto Correia

sexta-feira, julho 11, 2003

...BREVEMENTE...


"O PARCIALÓIDE"

(ESTREIA-SE DIA 14 DE JULHO!)


And the winner is...



Inaugura-se, hoje, um pequeno espaço dedicado à música, onde se falará abertamente, sem tabus e sem receios de se ser considerado pimba.
Diariamente, ou pelo menos com a regularidade que me for permitida, será seleccionada uma faixa de um cd, uma sonoridade em espiral de um vinilo, ou até mesmo uns minutinhos de qualquer cassete pirata.

A selecção de hoje tem um significado muito especial, já que marcou a minha presença, ainda que apenas como figurante, num programa de televisão que primava não só pela sua originalidade, mas também pelo forma nua e crua como apresentava o mundo, sem rodeios, sem palmadinhas nas costas, o mítico "Zapping" exibido no canal 2.
Quanto à escolha musical, refiro-me ao maravilhoso tema de Amy Mann, "Wise up", que confesso, que de vez em quando, ainda me leva às lágrimas.
Podem encontrá-lo na faixa 8 do cd do filme Magnolia, ou ainda nos spots de Prevenção Rodoviária relativos à condução sob efeito de álcool.

Boas audições!

quinta-feira, julho 10, 2003

Performance by Martini Man



Discreto, mas arrebatador, o homem que dá a volta à cabecinha das mulheres, bebe Martini e fá-las engolir anéis apenas com uma limpeza dos lábios. Munido duns óculos escuros impenetráveis, com que o mais estrábico dos estrábicos se sentiria seguro, vai sorrindo para loiras e morenas convidando-as à infidelidade.
Não há dúvida que o jovem garanhão mudo e alcoólico parece ter jeitinho para o engate. Da sua eficácia ninguém duvida.
Mas na hora H, será que... consegue?
É que a bebida tem os seus efeitos menos desejados, e as leitoras mais exigentes, cientes disto, já não se contentam com a maior "lábia" e querem saber MAIS!
Pois, podem descansar as caras leitoras, que a resposta às dúvidas mais íntimas está a chegar.
Segundo o nosso enviado especial, que disfarçadamente se conseguiu esconder debaixo da cama onde são feitos os castings para a Martini, a nova campanha da Marca promete revelar todos os pormenores do desempenho do jovem Casanova, ou não fosse esse o significado das reticências vermelho-brasa que enchem os placards de Publicidade.
Em breve, as admiradoras poderão, finalmente, conhecer a resposta à questão que mais as atormenta desde o primeiro anúncio: será que ele tira os óculos durante...?

Just follow the dots ...

quarta-feira, julho 09, 2003

2 segundos de humor americano



Recebi um email curiosíssimo, com uma fotografia tirada durante a emissão da Cnn há uns meses atrás.
Então não é que os Americanos, ou melhor, os PERITOS AMERICANOS chegaram finalmente a acordo e depois de muito debatida esta questão confirmam que Bin Laden:


..... Atenção lá vem a Bomba mais a baixo.....



- ou está vivo ou está morto!?



Ao que parece, e segundo informações secretas que o nosso envio especial (eu) conseguiu recolher junto da Cnn e FBI, têm sido de extrema utilidade os mais recentes contactos com a especialista portuguesa em senso comum e futilidades avançadas, Lili Caneças.
Mas, além destas informações de criteriosa precisão, Lili Caneças chegou mesmo a confirmar as mais terríveis desconfianças dos Peritos estrangeiros em questão: de facto, estar vivo é o contrário de estar morto.



Assim vai o mundo!

O Canudo!



Meus caros amigos, quero partilhar convosco a grande alegria que me invade há já 2 dias e que se deve a ter terminado o curso de Direito.
Foram anos de trabalho incessante, mas sobretudo de experiências inigualáveis e que nunca trocaria por nada.
Quero agradecer mais uma vez, publicamente, aos manos Borges do DESEJOCASAR, que contribuíram para muito do que sou hoje, dentro e fora do palco, esse que também não consigo, nem quero abandonar. ( O Dr. Luís Duarte de Almeida também foi importante, na medida em que foi docente em algumas cadeiras que tive!!!!)

Obrigado e portem-se bem, porque prefiro tê-los como amigos do que como clientes.

segunda-feira, julho 07, 2003

Ensinar (ao) Português na África do Sul



Confesso que raramente leio jornais.
Mas, confesso que nas raras vezes que o faço, debruço-me quer sobre o Público quer sobre o Expresso, não sendo usual passar sequer a vista por cima das letras grandes dos tablóides.
Mas há dias, num momento de distracção imperdoável, deixei que um título me entrasse pelos olhos a dentro..."Professores vítimas de terrorismo".
Não queria acreditar que uma espécie de onze Setembro se repetisse anos depois, desta vez tendo como vítimas os pobres e mal pagos professores portugueses. Custou-me, mas lá consegui abrir o "Tal e Qual" e comecei a ler o artigo. Ao que parece, anda uma tal de Coordenadora do Ensino do Português na África do Sul a exercer uma política de "faz o que eu digo , não faças o que eu faço" invocando, em anexo às ordens que emite discricionariamente (reparem na escolha criteriosa do vocábulo "discricionário" e que significa: sem restrições; arbitrário; caprichoso; ilimitado.) as suas relações perigosas com "alguém" no Ministério, que alimenta e permite o tal comportamento "sem restrições".
Ora, eu não costumo acreditar em tudo o que leio, nem em tudo o que ouço, e por isso houve que comprovar esta história tão bombástica e tão inacreditável, que a ser verdade indiciaria uma situação sem precedentes no nosso paí­s: uma luso-ditadora!
Segundo fontes muito seguras, MESMO, parece que numa versão meio apagada de poder ditatorial, por depender desse "alguém" do Ministério, a dita Coordenadora controla, a pulso de ferro (esta metáfora não tem qualquer conotação política), mais de 30 professores, sendo que alguns, talvez pela experiência de vida num regime em tudo semelhante, conseguiram ter a coragem de comprovar a veracidade da notícia junto dos jornalistas.
O problema e cerne da questão, é o facto de se tratar duma realidade que tem lugar a muitos milhares de quilómetros da nossa pátria, sendo que ao belo modo português de "dolce fare niente, niente, niente... ... And so on, and so on.....", apesar do acumular das crí­ticas e das queixas, ninguém faz nada.
Em tom de brincadeira, já têm alguns Sul-Africanos perguntado se o nome dessa Senhora é uma alcunha atribuí­da pelos professores ou consta efectivamente como nome próprio, no seu Bilhete de Identidade. É que o seu nome significa Raiz em inglês, a "raiz de muitos problemas".

Solução?

Se continuarmos a ser um povo distante e sobretudo com memória muito curta, não tenho dúvidas que os coitados dos professores à semelhança dos navegadores que por lá passaram terão de continuar a enfrentar "as tormentas" apenas com uma "boa esperança": ou dão "cabo" da situação, ou esta dá "cabo" deles.

Mas parece que o assunto já está a ser conhecido e discutido por cá, apesar da rolha ministerial que algum "canalizador" dos conhecimentos das Sra. Raiz tenta usar e que apenas superficialmente tapa o ralo das suas asneiras e incompetências.
Alguns professores têm mesmo demonstrado, recentemente, um maior optimismo convencidos de que a situação está ou vai resolver-se em breve.
Será que estão a par de alguma informação que nos escapa, por exemplo, que a Sra. Raiz abriu um estabelecimento comercial em Joanesburgo?

sexta-feira, julho 04, 2003

Visitantes: quantos e quando?



A partir de hoje vai ser possível saber quantas pessoas passam por este cantinho e as horas a que o fazem.
Espero que com este recurso tão útil, não se sintam os caríssimos visitantes, privados da sua liberdade de movimentos, aliás porque não vai ser possível identificar quem quer seja que leia estas palavras tão insignificantes.....
Mais um passo. Não se preocupem, não vou citar Neil Armstrong!

quarta-feira, julho 02, 2003

4x4 Radical



Hoje em dia, imbuí­dos na era do "ser-se radical", está na moda correr-se riscos por prazer ou pela adrenalina que o "push the limit" encerra. Não falo apenas dos chamados Desportos Radicais, mas igualmente duma actividade com cada vez mais adeptos: "a condução nas estradas portuguesas". Esta actividade tão lucrativa para os seus organizadores (na sua maioria as construtoras de automóveis), tem sido objecto de muitas conferências e debates, tendo já alguns especialistas proposto substituir o nome, a bem do rigor que esta matéria exige, para "a condução dos portugueses". Curiosamente, o número de praticantes desta modalidade confirma, efectivamente, o rigor desta nova denominação, visto que é o português quem mais arrisca ao volante.
Mais recentemente, no passado Domingo, e após concertação nacional no sentido de demonstrar que somos um povo solidário, as notícias que abriram os telejornais apresentaram as baixas da prática deste "desporto" rico em adrenalina e baixo em racionalidade, como aliás nos comprovou um psicólogo nutricionista que contactámos.
Mais, posso garantir-vos que fui testemunha de mais de 200 km de ultrapassagens de risco, velocidades "furiosas", mais comummente chamadas de "manobras", provavelmente, à semelhança do que se passa na prática do Skate.
Com efeito, ir e voltar do Luso, foi mais que uma simples viagem, foi a constatação que o povo português é destemido e persistente, tal e qual como na altura dos Descobrimentos. Porém, apenas com um pequenina diferença, o facto de no século XV em diante nos aventurarmos no desconhecido e hoje por mais que conheçamos as consequências indesejadas da nossas acções, sacrificamos a nossa integridade física e a dos outros, por minutos a menos de viagem ou porque simplesmente gostamos de altas velocidades.
Estranho?

terça-feira, julho 01, 2003

Dia 2 na Aventura da Liberdade de Expressão



Depois do sucesso pessoal, repito pessoal, que atingi ontem, ao iniciar-me neste mundo da Palavra não censurada, ficou bem claro que não pode terminar por aqui, como se dum mero impulso literário se tratasse.
Pois bem, terão de me aguentar, pelo menos enquanto mantiver forças aliadas a espírito crítico e imaginação que justifiquem uma apresentação com qualidade e digna de ser publicada no meu singelo Blog!
Agarrem-se bem, o dia seguinte chegou!

segunda-feira, junho 30, 2003

Futebol para crianças.



Há uns dias atrás, durante a prática dum extenuante Zapping, os meus dedos congelaram perante uma imagem em tudo usual: o iní­cio dum jogo de futebol. Em grande plano, duas equipas que entravam em campo - pareceu-me ver o Rui Costa com a sua camisola da Pepsi - acompanhados pelos Árbitros, tipo trigémeos desvairados que antes de cada jogo combinam não invadir o território uns dos outros:

Huguinho- ...Prontos... hoje fico eu dentro do campo e vocês atrevam-se a pisar as linhas!!!! Lembrem-se que não trouxe os óculos por isso apontem bem com as bandeirinhas para os gajos que fizerem faltas e se fôr preciso abanem-nas.
Zézinho.... lavaste o apito?

Zézinho- Ó pra ele a brilhar... Já vi que até trouxeste lá da escola de condução da tua patroa os cartões dos sinais luminosos...isso é que é amor à profissão.

Luizinho- Se eu não fosse controlador aéreo queria ver como arranjavam bandeiras, oh caraças....
Huguinho....guarda o cheque...se um mister te topa......dass.

Todos - Um por todos e todos por......... Pinto da Costa olééée!

Mas como ia dizendo, estão os jogadores a entrar em campo, quando de repente captei uma mensagem subliminar. Imaginem um daqueles passatempos irritantes para procurar as diferenças, em que um tipo fica uns minutos a olhar, a olhar e não vê nada.
Mas eu vi... e deixem que lhes diga que os dirigentes da Uefa são tipos espertos. Não bastavam os escândalos nacionais da Pedofilia, em que todo o que Jet jet set está envolvido, agora os jogadores também são apanhados com a mão na massa, ou melhor, com as mãos na massa, bem à frente de olhos de toda a gente.
Estou a referir-me, claramente, ao facto dos senhores do relvado, quando o pisam, serem acompanhados, lado a lado e de mão dada, por pequeninas criancinhas, que não pediram a ninguém para estarem ali a serem levados pela mão de estranhos até ao centro do campo. Provavelmente nem sequer pagam aos pobres miúdos, dizem-lhes apenas que aparecem na televisão e pronto.
Aliciam de uma outra forma...espertos não são?
Mas o que mais me preocupa não é tanto o entrarem em campo de mãos dadas, mas sim o saí­rem dos balneários juntos e naquelas..... como dizer..... condições. Sim, porque se normalmente os putos saem equipados, alguém os ajuda a vestir e não me digam que arranjam pelo menos quatro balneários para pôr as equipas seniores e "acompanhantes". Como se vê até estes "estranhos" os observam a vestir-se. Livra, até estou arrepiado.
Bem, a verdade é que ainda não existirão, certamente, queixas em Portugal.
Mas, meus amigos, palpita-me que o nosso amigo juiz decretará muitas prisões preventivas durante o Euro 2004.
Só espero que o Sr. Dr. nunca tenha entrado numa competição internacional, o que lhe aumentaria o guarda-roupa para 3 fatos modernos, toga e ganga incluí­das.

.... And now, for something completely different....



2 pedidos:

1º- Se a vontade for muita..... não hesitar em mandar um email aqui para o HGomes: olharcritico@netcabo.pt.

2º- Por norma, sou bastante rigoroso na escrita e procuro evitar erros ortográficos. Assim, caso seja detectado algum, agradecia que mandassem o rapazote para a 4ª classe..... referindo, é claro, o erro craço*.




* OS MAIS ATENTOS JÁ ESTÃO A MANDAR UM EMAIL!!!!!!!!!!!

E mais um texto.


Desta vez, estamos perante uma pérola da adolescência. A tristeza, a solidão, o amor, todos os fardos duma idade mais ao menos nostálgica daqueles que sentem com o coração. Lamechice para alguns, eu sei.... mas como referi anteriormente: "ler, leia quem quiser...."


Chove lá fora. Os pinheiros balançam, de cá para lá, embalados pelas vozes abafadas provenientes do interior das casas. As vidraças, almas gémeas opostas, choram do lado de fora por se exporem ao temperamento dos Deuses, enquanto que deste lado se mantêm secas e transparentes.
São muitas as luzes que vejo do meu cubículo, pequenos focos ao longe que simbolizam as preces dos homens. A luz que se acende em nossas casas, obra imperfeita do homem, é não mais que um ritual celebrado em honra do Sol, este sim perfeito porque nunca nos falta (salvo mediante desígnio Superior). Logo, essas preces têm como finalidade pedir aos senhores do Universo que o sol volte a iluminar no dia seguinte.
E mesmo que as pessoas já cansadas “desistam do ritual” durante a noite e apaguem esses focos, os dirigentes de cada país garantem que algumas luzinhas espalhadas pelas ruas e pelas estradas, mais persistentes e curiosamente mais altas (talvez para se verem melhor), cumpram essa função.
De nariz esmagado no vidro, anseio que me descubram...... alguém que se interesse pelo lado de fora da sua janela e investigue o interior da minha.
Eu que procurava longe nem vi que bem perto, dois olhos escuros sorrateiramente faziam isso exactamente. Quando dei por isso, engoli em seco, como se tivesse sido apanhado a fazer algo não tão próprio, e escondi-me atrás do cortinado. Mas rapidamente a curiosidade venceu a vergonha: começámos a conversar através do olhar.

Lisboa em Estado de Sítio


Este Texto simples saiu na edição 0 da Revista Estado de Sítio da Faculdade de Direito de Lisboa e achei interessante transcrevê-lo para aqui. Quaisquer reparos ou reclamações que queiram fazer quanto ao conteúdo do mesmo, façam o favor de contactar o laboratório responsável pelos medicamentos que fui obrigado a tomar durante os referidos 10 dias.

Recordar Lisboa

Foi preciso ouvir as duras palavras do médico que me confinam, a partir de hoje, às quatro paredes do meu quarto, para se acabar a enorme “branca” que me impedia de falar sobre a minha cidade.
Diz, quem sabe, que damos sempre mais valor, ou melhor, o valor devido, quando perdemos alguma coisa.
Eu acabei de perder a minha liberdade por 10 longos dias.
E é nestas alturas, que sentimos falta das coisas mais incríveis: dos donos dos cães, que se deixam passear pontualmente, todas as manhãs, de olhos fechados quase; das buzinas usualmente irritantes e impacientes daqueles que saem tarde de casa e que reclamam por já estarem atrasados; do cheiro a pão fresco que todos os dias me entra pela janela, cada vez que passo pela padaria do Sr. João.
Pormenores, é certo, mas não é a nossa vida enriquecida por eles?
Esta cidade onde vivo está recheada deles.
Ao longe, embalada pelo fado dos recantos alfacinhas, desfila uma neblina pelo Tejo. O nosso Tejo! - Apregoam as peixeiras nas suas bancas, chamando a clientela que, de olho clínico, procura aqui e ali manchas suspeitas nos pobres peixes. Mal sabem estas senhoras que o Tejo está alugado (como se diz na linguagem dos Drs.) aos habitantes da capital e que por qualquer forma de Usu capião, vai sendo cada vez mais nosso.
E quase na foz, mais uma imagem típica, os pequenos, mas velhinhos cacilheiros que com a avidez que lhes resta, dançam de lá para cá, concentrados na força da corrente.
A memória é realmente uma coisa fabulosa.
Se os olhos não vêem, mas já viram, basta tocar num botão, acende-se uma luz e voilá...uma recordação.
Mas a memória é coisa perigosa, pelo menos no que diz respeito a Lisboa. A correria das pessoas da capital, dos transportes, dos prédios que crescem em cada espacinho vazio, arrepiam qualquer um e surpreendem os mais descuidados.
Lisboa vive deste ritmo.
Muda sem aviso. Sem referendo.
A sua beleza, temporariamente abalada pelos mamarrachos que estão na moda, rapidamente se restabelece reflectindo aquele sol bem clarinho, que ultimamente tem pregado muitas partidas.
É esta a cidade do “antigamente não era assim”, da feira da ladra, da feira popular, das corridas do campo pequeno, do Marquês que, junto ao seu leão, troça da dificuldade de percorrer a sua rotunda com o veículo ileso.
Felizmente, há coisas que nunca mudam, mesmo que passemos 10 dias fechados em casa.

Mentes brilhantes


Cabe-me fazer referência a um dos blogs mais ilustres a não perder, dos meus grandes amigos e colegas do Cénico de Direito e não só - DesejoCasar -> ver links!
Um abraço do Tio Alberto.

GÉNESIS


Inicia-se hoje o 1º dia de muitos pensamentos escritos, uns mais brilhantes do que outros (poucos), mas acima de tudo com uma mais-valia: são sinceros.
Com este Blog não se pretende deitar abaixo instituições, descobrir Conspirações ou até mesmo desmontar Cabalas, mas antes com um humor muito próprio, encontrar o lado cómico e mesmo inacreditável da vida no nosso pequeno Portugal.

Muito obrigado aos Manos Borges por me apresentarem a esta maravilhosa Forma de Comunicação!!!!!
Não pretendo fazer concorrência com o vosso Blog, digamos que é um processo de Catharsis pessoal.


Agora desculpem-me, mas nesta inauguração abstenho-me de partir um teclado à entrada deste Blog.....


"THE BEGINNING"