terça-feira, maio 22, 2007



Às vezes gostava que o teu coração te guiasse, em vez dos teus medos...

segunda-feira, maio 14, 2007

Grupo de Teatro Mágico


O meu vínculo à magia que me permitiu ir ao Campeonato Mundial em Estocolmo em Agosto de 2006.

domingo, maio 13, 2007

Imagens...


À falta de subtileza na estação de comboios de Albufeira...


O cigar break do homem estátua...


e Respirar...

quarta-feira, maio 09, 2007




Percorro lentamente a calçada...
À minha volta sinto a temperatura gélida das paredes que mal se deixam penetrar pela luz que avisto.
Ao fundo, um "quase" experiência de "quase morte". E digo-o porque esta é bem real, de olhos bem abertos e com uma certeza acrescida: a de que vou atingir o foco de luz.

Os meus passos ecoam nesta espécie de gruta, assemelhando-se ao tique taque de um relógio cujo ritmo varia em função da ansiedade de conhecer o fim do túnel.

E está já bem próximo...
A cerca de 10 passos de distância...


A Praia!
Saudades da Areia nas mãos, nos pés.
A imensidão do mar a envolver-me como um lençol translúcido e multicolor.
Alguns segundos de recordações que passam pelo habituais escaldões, as saídas à noite, os vizinhos dos toldos, o banheiro, e o pouco espaço para estender a toalha.
Já falta pouco, muito pouco...

terça-feira, maio 01, 2007

Para quem não sabe, tenho uma pancada enorme com o número 16!
Isto porque tenho encontrado este número nas ocasiões mais importantes da minha vida.
Não significa que seja bom, mas simboliza tão somente um etapa, um evento, algo que tem de acontecer e que mudará a minha vida.

Vi esta matrícula e não resisti..... será bom sinal?

P.S: Não sou supersticioso!

segunda-feira, abril 30, 2007

Vício de Palco



Hoje voltei a sentir saudades.
Saudades de pisar um palco em comunhão com o público, com o texto e, sobretudo, com os meus colegas actores.

Na verdade, assumo-o hoje, ando desapontado e desiludido com o doce abandonar da Cena por parte de alguns dos meus colegas, que fartos dos encontros e desencontros da vida, a ela sucumbem e partem.

Por cá ficam o prazer, o desejo de fazer um bom trabalho, e acima de tudo, o imenso respeito pelo público.


E foi preciso ter ido ver hoje o "Tartufo" à Comuna, para ter coragem de o dizer, ou melhor, de o escrever.

Sentir os actores a gozarem o texto, com suas vozes colocadas, e gestos a condizer.
O Público atento e exigente, à procura de uma pequena falha...

O Respirar em cena, as deixas, os fatos, os agradecimentos, os cenários, e os técnicos.

Tudo o que me fascina e de que tenho muitas saudades.

Estão a deixar o Cénico de Direito Morrer, mas desta vez.... é por dentro, e sem respeito nem interesse.

Resquícios

Percorri as tuas fotografias.

Todas me mostravam uma imagem limpa e reluzente.

E nunca uma confusa ideia de amor pendente:

O teu olhar perdido em mim,

E certezas sem fim.


Os lábios pousados no meu pescoço

vendo-me partir para os sonhos

velando pela minha beleza

dizias “tão belo o moço”.


E devagarinho me apertavas com firmeza:

Meu amor, fica comigo

Sem ti não posso…

Tudo perdido pela estupidez natural

Um sentimento cego e desgraçado

Longe de amar, de ser namorado

Mas um amigo especial!

sexta-feira, abril 20, 2007

Auto-controlo

Estar só tem-me permitido pensar.

Não penso muito, mas aprofundo os pensamentos, e com isso tenho tido algumas surpresas.

Reconheço que um dos meus traços principais é a impulsividade.
Na maioria dos casos funciona a meu favor, mas se fosse crente nos signos, o facto de ser gémeos dar-me-ia uma boa desculpa para justificar a conclusão a que cheguei.

É que a impulsividade tem-me trazido, ultimamente, alguns problemas.
Reajo de forma agressiva e violenta psicologicamente no relacionamento com as pessoas de quem mais gosto. Quase numa lógica de exigência de actos, atitutes e gestos, que fiz com que deixassem gradualmente de ser espontâneos nessas pessoas (namorada, mãe, familiares, etc), até que foram desaparecendo.

E penso um pouco mais.
Em silêncio, sem desesperos, sem medo de perder ou de me faltar o ar.
Na verdade, começo a sentir que ganho algo de novo, nova bagagem para lidar com os outros.
O primeiro passo: reconhecer através da constatação surpreendente daquilo que hoje sou, e naquilo que me tornei.

Isto porque nem sempre fui assim.

Isso implica, outra atitude drástica e dura, a de admitir que errei, várias vezes, muitas vezes, e que nenhuma relação termina ou se deteriora, por culpa exclusiva de um. Melhor ainda, a palavra culpa não é a adequada.
Falemos de causa-efeito.
O que é que levou em mim, na minha maneira de agir, a que outrem agisse daquela forma.
Falemos de comunicação, da falta dela, de dificuldades ou pura e simplesmente de incapacidade.

Quando duas pessoas se escolhem pela silenciosa atracção do sentimento, deixam-se ir num caminho leve e paradisíaco, que se caracteriza pela total e inequívoca ausência de problemas.

O Sentimento (pre)domina de tal forma (n)os amantes, que mesmo que falem em chinês, ou com comida na boca, tudo corre bem....as palavras não interessam.

Mas as relações não duram só com este sentimento, se não houver de facto algo que permita a dado momento um entendimento entre ambos.
Segundo me é possível perceber, dialogar é essencial. Mas ouvir o outro e o que nos transmite é fundamental.

De novo, uma reflexão acrescida.
Tenho a tendência obsessiva de amar loucamente, de negar a minha personalidade ao ponto, de me perder.
Significa isto, que o resultado final é óbvio (mas só há bem pouco tempo, o que significa que a responsabilidade de não voltar a acontecer no futuro é inteiramente minha e está nas minhas mãos) ACABO POR NÃO DAR ESPAÇO AO OUTRO PARA ME AMAR.

Sei agora, onde errei. É que se nesta expectativa de receber, não virmos o sentimento da pessoa devemos questionar-nos de duas formas: O que é que a impede de me amar? Será ela a pessoa certa? Ou será que tem um problema e não consegue lidar com ele? E se sim, se eu insistir, acabarei por pressioná-la ao ponto de não se sentir bem com isso e incapaz de me amar?

Questões válidas e que agora já sei responder. Curiosamente, agora que te tenho tão longe.

Na Vida, nada é em definitivo a não ser a morte.

Vivo com a certeza de que o que fiz mal ontem me vai ajudar a ultrapassar, nas minhas relações futuras, as ratoeiras da vida, do amor, e da incerteza.

Essencial?
Não entrar em desespero, fugir do efeito funil, do cair no buraco, da vitimização..... é muito mais importante compreender o que se passou e lidar com isso para o futuro, com a certeza de que tudo vai correr bem.

Porque tudo correrá bem, nem precisamos de acreditar nisso, porque é uma realidade da qual não podemos fugir, desde que..... a queiramos!

E eu quero.

quarta-feira, abril 18, 2007

GAME OVER

Termina hoje a espera iniciada em 29 de Dezembro de 2006.
Há certas coisas, aprendi, que têm um tempo certo.
E que de nada serve esperar ou lutar quando o coração não tem as portas abertas.

Marca-se hoje, em termos de blogosfera, o primeiro dia do princípio da felicidade.

Talvez ainda não consiga ver a Luz ao fundo do túnel, mas agradeço a todos os que me têm confirmado a sua existência, lá longe, onde menos espero.

Que o dia de hoje seja, também, sinónimo de um recomeço neste surfar de palavras, que é a net, e do qual confesso ter algumas saudades.

sábado, dezembro 30, 2006

Bruxelas, este Natal!

Tive o privilégio de ver esta imagem ao vivo.
É espantosa a forma como se festeja esta quadra Natalícia em Bruxelas: imensas pessoas na rua, vestidas a rigor....e um frio de rachar!!!!!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Joana Sevivas


"O Tempo passa, mas eu espero por ti"

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Silogismo

Em relação às mais recentes notícias de uma fêmea Dragão de Komodo.

Se uma Fêmea de Dragão de Komodo concebe sem cópola
Se a Virgem Maria concebeu sem cópola
Logo, ... ... ...


Sem ofensa.....

.............

Já não sinto nada para além da dor
Ou desta sensação angustiante.
À distância, sinto perder-se o teu calor
Nas mãos quentes deste amante.


J que desejo ardentemente,
O que fazes com o teu silêncio mudo?
Andas à deriva no afluente, ou
Nadas certeira para a Nascente?
Ainda resta esperança, ou acabou-se tudo?

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Raiva.

Odeio-te.
Tiraste-me tudo.
Começas por A. Terminas... comigo.

Não me lês, antes pudesses. Nem ouves.
Dir-te-ia berrando "Eu não sou assim!".
Viravas os olhos, se os tivesses.
E tocas-me no ombro e não te encontro.
Mexes-me nas coisas que procuro, no toque que não está lá. Eu deixei-o aí!
1 a 0 insanidade.
Ficcionas escolhas, e obrigas-me a decidir.
Apenas existo no espaço, enquanto me enganas com a percepção.
Dói-me como há muito.... não.
Não durmo.
E o silêncio, e o nunca mais, e o nunca mais, e o nunca mais, e o nunca mais...
Repetido.
Confirmado.
Reafirmado.
Não Quero mais....
Nunca mais...
Sozinho.

Sabre



Olhos vidrados.
Imóvel.
Trémulo...
Suave a lâmina, desfaz...
Corta, separa, divide, retira incisão a incisão, a unidade...
Jorra firme, mas verdadeiro o sangue pelo interior.
Desfalece a vida e a vontade de viver...
Nasce a vontade, um segundo, um acto abreviado. Um salto sobre "the oblivious", sobre um Décimo (10º) segundo que demoraria menos do que apenas um deles.
A loucura do fim, o desejo da facilidade e a lâmina outra vez que me relembra a cisão, o desmembramento, a violência, e ao mesmo tempo, o silêncio.
Sofre em silêncio.
Ninguém escuta o corte, o trinchar da cobaia.
Cede à experiência, lentamente, pesadelo a pesadelo, o elenco certo de enumerado de orgãos.
E tudo se apaga, uma a um, desconectados com a fonte, livres, sem sentido, como num manual de anatomia.
Tremem. Como tremem as mãos.
Metal afiado que desliza continuamente.
Não existe dor. Maior.
Não ao cubo sem resposta, sem amor.
Agora a duas mãos, numa pintura sem pincel delineada pelos traços finos de encarnado, pela agonia invisível e o pânico, o medo, o fim.

Cai o sabre.
Prossegue o corte, ramificado, desenfreado, sem razão ou meta definida.
E destrói a unidade, o ser....
Membro a membro, desmonta o H imperfeito.
Sem hipótese ou vida extra.
Solta o braço ao som da gravidade.
O olhar vidrado rebola pelo pavimento.
O sorriso rasgado pelo movimento.
Os dedos separados, torcidos.
Jaz, deitado, o resto dos restos, a sobra, o noves fora nada.
ZERO.

domingo, dezembro 17, 2006

(I)maturidades



Descobri uma revista do Externato da Luz, escola que frequentei, onde cometeram a ousadia de publicar o que escrevi com 14/15 anos, e que agora transcrevo:

"Só quero ser feliz"


Nada peço, nada anseio
Quero é ser feliz.
Mas apareceu o amor pelo meio
E meu desejo não satisfiz.

Amor para uns é tudo,
Mas a mim nada diz.
É como se fosse mudo
Aos meus apelos para ser feliz

Amor é segredo para guardar
No tempo do conhecimento,
Mas deve-se sempre libertar
No dia do casamento


Não sabia se devia transcrever este último verso...tendo em conta a real sequência de eventos.

Enfim, as coisas que uma criança escreve...
Dogmas do Coração

"O amor é fodidoº. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodidoº.
É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida.
Porque é que fodemos
º o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja parcialmente fodidoº. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodidoº pode ser a coisa mais bonita do mundo."

Página 16 de "O amor é fodidoº", de Miguel Esteves Cardoso.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

A tua voz é sarilho,
que abala a distância
e que serve de rastilho
à mais maldita ânsia.

No silêncio, é o zumbir
de que a insónia se alimenta.
proibindo o dormir
quando o sono o enfrenta.

És lenha e oxigénio,
chama e brasa incandescente
fusão de núcleo de hidrogénio
Mal passado e presente.
SENTIR-TE

"Debaixo do cabelo preto, penteado para cima, viu um rosto luminoso, muito terno e muito inteligente, uma boca vermelha como um figo acabado de cortar, sobrancelhas pintadas a descrever um arco alto, olhos escuros, inteligentes e observadores, e um pescoço claro e esbelto, a emergir do vestido verde e dourado. As mãos da mulher eram firmes e macias, compridas e estreitas, ornamentadas com largas pulseiras de ouro nos pulsos. Ao ver como era bela, o coração de Siddhartha rejubilou."

in
Siddartha, de Herman Hesse

Naquela noite, foi o teu perfume

que me atravessou por inteiro.

Como o obsessivo ciúme,

Que com estoque no peito

Perfura ligeiro.

Mas o odor fabricado,

Cujo nome não repito

Tal o medo de me contaminar

Com o amor já mito,

Teima em pegar-se a mim.

A ficar.

E quando o cego ama

Em silêncio neutro de terceiro,

Eis que a memória trama:

Encurrala o touro

Entre o cavaleiro e a chama.

(2)

E quando o cego ama

Em silêncio neutro de terceiro,

Eis que a memória me trama:

És quem diz que Ama,

E rejeitou primeiro?

Soa a corneta afinada:

Termina o sofrimento!

Na arena, a espera concertada

Pelo lamento do animal,

Que com a espada enfiada

Morre de amor,

no final.