O Presente estudo, encomendado pela Royal Academy of Natural Science (RANS), não deixa margem para dúvidas quanto ao comportamento do macho lusitano (homo Lusus Sapiens) quando submetido a condições de calor extremo, ao som de música de dança, e sob o efeito de bebidas alcoólicas.
Escolhemos a título meramente exemplificativo dois espécimenes que designaremos de Zé 1 e Zé 2, por uma questão de facilidade e de protecção das respectivas identidades ultra secretas.
Ora, cabe ainda realçar que o presente estudo teve lugar durante os anos de 2006 e 2007, na zona do Algarve, em ambientes absolutamente normais: na já "extinta" casa CASA DO CASTELO, e no Recém "Encerrado" KASABLANCA, tendo ambos os indivíduos ingerido igual quantidade de álcool.
Analisemos então os dados, e as respectivas conclusões, tomando como ponto de partida as duas fotografias que se seguem, tiradas nos anos e locais respectivamente mencionados:

<-------(2006)
Repare-se como nesta imagem são bem visíveis os sinais de sonolência, do indíviduo Zé 2 (ao meio), em contraste com a frescura e espanto de Zé 1.
Por outro lado, a ligeira torção do pescoço para o lado direito, posição mais comummente designada de "pré-GREGO", indicia uma usual condição de desarranjo digestivo que culmina com a exposição, perante terceiros e para efeitos de investigação e identificação da natureza da alimentação do espécimen, dos líquidos e sólidos por este ingeridos.
Analisemos, agora, os efeitos do tempo sobre os Zés (cerca de 365 dias após a primeira amostra recolhida) recriadas as mesmas condições:
(2007)---------------->
É curioso notar uma ligeira alteração no comportamento de Zé 1, que apresenta um maior descontrolo do músculo lingual, embora aparente a mesma surpresa e frescura registadas cerca de um ano antes.
A este propósito, de realçar o entendimento de alguns eminentes especialistas do comportamento humano, em particular o do Dr. Jastou Torto, que analisando a expressão facial de Zé 1, nomeadamente a língua arredondada completamente exposta, e em concha, afirma com alguma certeza, tratar-se de mais um sintoma "pré-GREGO".
Isto para já não falar na inclinação - a anteriormente referida torção do pescoço - da cabeça para o lado direito, que corrobora esta sua afirmação.
Por fim, de realçar uma contradição bem interessante em Zé 2, já que muito embora apresente um semblante satisfeito e revigorado, típico de uma fase "pós-GREGO", dada a auto-confiança e bem estar conferido pela descarga oral, o seu corpo, em particular o seu pescoço antecipam, o que o próprio indivíduo desconhece...ou seja... de que em simultâneo se encontra novamente numa fase "Pré-GREGO".
Esclarece o referido Dr., que é muito comum esta situação nos jovens machos Luso-latinos, ou seja, a da confiança precedida de nova "devolução visceral" - expressão sua.
Conclui o estudo realizado, que este comportamento faz parte, afinal de contas, de um jogo de corte da fêmea, não mais servindo do que uma forma de dar a conhecer-lhe o teor das últimas refeições por si tomadas, agindo como modo de garante da continuidade da espécie, pela exibição real e em directo da ementa rica e variada do dia a dia do macho, e para efeitos de futuro acasalamento.
Concebida por muitos como uma prática inexplicável e totalmente desapropriada, certo é que o macho Luso prossegue, como se viu, mantendo o mesmo padrão de comportamento ano após ano.
Conseguimos, ainda que com alguma dificuldade, imagens inéditas - embora de qualidade muito deficiente - deste comportamento único. Esperamos que as apreciem.