sexta-feira, novembro 02, 2007

Cheguei "Perto demais"...

A todos os

que têm medo de sofrer por amor
que lutam pela sinceridade
que dão tudo pela felicidade no sorriso da pessoa que amam
que têm medo de ser abandonados
que estão confusos sem saber o que querem,

proponho "Closer", de que deixo a banda sonora e algumas imagens.

É um filme duro...

Som das Ilhas

Apetecia-me começar este post com "I Came across" porque exprime uma sensação que "encontrei por acaso" não descreve de forma fidedigna.

Na verdade "fui levado até" Lura, por alguém que se mantém na penumbra das mensagens SMS, escondida atrás das teclas de um Telemóvel, mas que por momentos...breves instantes se revelou num convite que não pude aceitar.


Para meu azar, porque também não conhecia "Lura", e porque o tempo e o destino andam de mãos dadas,aqui fica o tributo merecido.

Fechar os olhos, play... olá Cabo Verde.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Gosto... simplesmente

Esta música tem qualquer efeito inexplicável em mim...

sexta-feira, setembro 28, 2007

Scraps...

É engraçado voltar a ler coisas que escrevi em tempos...

Encontrei hoje, por mero acaso ou coincidência o seguinte poema.

Achei-o bonito (que humildade meu Deus) apesar de tudo, e por isso o transcrevo:

Não sei se foi chave,
Ou toque especial o que eu perdi
Porque o teu coração criou entrave
E, Desta vez, eu não o pedi.

Cortaram-se os fios do sentimento
Apagaram-se as linhas do amor
Pois não ouço o batimento,
E sentir, neste momento,
Só a Dor.

Sou mote de memórias,
Título de livro emprestado.
Lote de pequenas histórias
Que um velho conta, inebriado

Cubo de gelo derretido
Pela temperatura do desamor.
Meio líquido convertido
Em outro meio de torpor.

Sol, e eclipse ao mesmo tempo
E o teu nome…
ainda o sei de cor.

quinta-feira, setembro 20, 2007

à tua procura...Pedro Alpiarça




Ouvi o teu nome por entre o silêncio das palavras trémulas.
Antes dele, um terrível pressentimento transmitido pelo som da trovoada, que em breve, agora mesmo se confirmou.

De repente, o teu olhar, a tua expressão, o teu sorriso e voz, apareceram em flash na memória. E foi tal o impacto que dei por mim prostrado no chão, derrotado pela lembrança, pela escassez do tempo... pelo nunca mais.

Recordei-me de te ter visto pela primeira vez, de ter percorrido 120 Km à procura do meu vício de palco, do ranger das tábuas, da respiração em cena, da maior prova de todas: enfrentar uma multidão de olhos críticos e exigentes.

Ali comecei a "habituar-me" à tua presença e a viciar-me nela, em qualquer palco, em qualquer circunstância, em qualquer coincidência ou encontro acidental.

Meu querido amigo,

Se soubesses o peso das tuas palavras, o efeito contagiante do teu sorriso, a força dos teus abraços, o poder da tua expressão facial e os milhões de coisas que nunca te disse, demonstrativas de orgulho e de admiração.

Quantas vezes me deixaste levar-te a casa, desconhecendo que quem me fazia um favor eras tu...

Na nossa Guilhas ficou o teu suor, o teu engenho e as sementes do teu talento e versatilidade que hão-de acompanhar os que ousarem, um dia como tu, enfrentar e derrotar o mais terrível dos predadores: o espectador.

No nosso coração, para sempre tu, sempre tu.... meu querido Pedro.

Hoje, brilharás com uma ovação de pé, no mais belo dos palcos...

Boa viagem Pedro e Muita Merda!

segunda-feira, setembro 10, 2007

Alma Gémea

Prosseguindo na onda das músicas, aqui vos deixo uma cuja sonoridade me vicia, cada vez mais.

Enjoy...

sábado, setembro 08, 2007

Um olhar diferente

O meu telemóvel permite-me um novo Olhar Crítico, eis aqui alguns exemplos:






























sexta-feira, setembro 07, 2007

Contradição repugnante

Ontem, voltando para casa, percorri a Almirante Reis de uma ponta a outra.

Esta avenida, cuja fama não é das melhores, revelou-me por volta das 4 da manhã, uma das maiores ironias vivas que tive a infelicidade de testemunhar.

Característica pela sucessão quase parasita e desordenada de lojas de decoração, onde os sonhos e o conforto se escondem por detrás de vidros, esta Rua alberga diariamente dezenas de desalojados, para quem esta realidade não é estranha.

Deitados ao longo dos pilares das Arcadas dos vários prédios, espreitam pelos buracos da sua 2ª pele, trespassando mentalmente a barreira física e transparente das montras.

Do outro lado, o conforto e o luxo traduzem-se em duas palavras que não podem empregar: escolher e comprar.

Na cabeça, essas palavras não ganham pó, porque todos os dias, irremediavelmente, aqueles olhares descobrem uma nova mobília, um novo preço.

Deste lado, nesta sua enorme casa colectiva onde muitas vezes faltam paredes e não tectos, permanecem os olhares curiosos, mas tristes, de alguém que tem uma divisão, onde habita diariamente o sonho, mas cuja chave há muito se perdeu...ou nunca se encontrou.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Música de um amanhecer de Verão

6:20 da manhã, rodopiando algures nas rotundas de Vilamoura, vindos do Kasablanca.

O fresquinho mistura-se ao de leve com a brisa que entra pelas janelas do carro, e mantém-nos acordados ao longo dos vários Km que ainda temos de fazer até casa.

O chilrear dos pássaros corta o silêncio demolidor, mas agradável, neste princípio de viagem.

E nós, com um sorriso nos lábios, desafiamo-lo ainda mais com uma música que descobri ser das preferidas do António.

Ao som dos primeiros acordes, a satisfação e felicidade eram bem visíveis no seu rosto.

Eu... limitei-me a carregar no Repeat, e seguimos cantando incessantemente até Armação de Pêra.


Caro António, por estas férias e pelos momentos fantásticos, com um abraço amigo!

quarta-feira, setembro 05, 2007

Le Destin...

Há uns tempos, numa das raras passagens pelos canais de música da Tvcabo, ouvi uma voz, em francês, de alguém que vim alguns minutos depois a saber, lendo a barrinha que aparece no final de cada música, ser Emmanuel Moire.

A música "Mon essentiel" - que poderão ouvir neste link: http://www.youtube.com/watch?v=W-Ap2qhiS38 - conseguiu deter-me no zapping angustiante de quem tem todos os canais menos "aquele" que queria.

Alguma coisa no ritmo, na letra, na língua e até no teledisco que me fez esperar pelo fim... para perceber quem cantava.

Banal, ou não, a verdade é que comecei a ouvir mais do seu trabalho, à procura de uma prova de qualidade intínseca, tudo para afastar as más línguas no meu interior que apostavam ter-se tratado de pura sorte.


O Youtube ajudou e de que maneira, e acabei por ficar a gostar bastante desta música que hoje vos mostro:




E agora, a melhor parte... Este jovem, descobri hoje, nasceu exactamente no mesmo dia que eu, a 16 de Junho de 1979.

Só por curiosidade, para quem me conhece, STAN LAUREL, nasceu nesse dia, mas em 1890.


segunda-feira, setembro 03, 2007

RAPIDINHA: "Henritação ao volante"

Quanto entro no carro, e estou irritado... ainda o fico mais quando:

- me sento ao volante e percebo que alguém andou no carro sem me dizer, pela forma como os meus joelhos tocam nas orelhas;

- o aviso do cinto não pára de apitar;

- não aguentando mais o barulhinho, o tento pôr e este insiste em ficar preso, após milhares de tentativas de encolhe estica, encolhe estica, encolhe estica;

- a porcaria da chapeleira se desencaixa, e por mais que tente repôr aquilo nunca mais vai ao sítio;

(MAS QUE NOME É ESTE, CHAPELEIRA? jÁ VIRAM ALGUÉM PÔR-LHE CHAPÉUS EM CIMA?
PORQUE É QUE NÃO SE CHAMA SIMPLESMENTE TINPDTDCCN - Tábua Irritante Na Parte De Trás Do Carro Com Nome Estúpido)

- luzes do tablier, descritas no manual como luzes indicadoras de emergência em que é preciso ir a correr para a oficina, decidem caprichosamente orar acender, ora apagar;

- escondi a antena para não a roubarem, e não há meio de a encontrar...depois de 6 meses a procurá-la;

...To be continued... é tarde e agora já não me lembro de muitas coisas que me irritam verdadeiramente ao volante!!!!

Amanhã ponho mais.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Dune Tramonti - Ludovico Einaudi

Um dia,
quando o sol acordar cedo e
beijar o rosto da lua
a ir deitar-se,
Por magia,
saltarão faíscas e voarão estrelinhas
em homenagem sua,
E o amor pelo Universo há-de espalhar-se.

E nessa noite em especial
quando o silêncio assentar,
e os ruídos se enterrarem no chão
para ir descansar,
uma lua envergonhada subirá ao céu
e lá ficará, de face corada,
à espera do astro seu.

Voz Tuning

E eu que pensava que fazia "vozes"...

quinta-feira, agosto 30, 2007

Serão as nossas escolhas verdadeiramente livres?

Este ano, no âmbito do curso de Mestrado de Direito Penal, e relativamente ao conceito de Culpa, debruçámo-nos sobre questões tão simples como a liberdade da acção.

Quer sejamos deterministas ou sustentemos uma total liberdade no nosso modo de agir, isento de qualquer tipo de condicionamentos, a verdade é que nos custa aceitar que não sejamos, em alguma ocasião, verdadeiramente donos das escolhas que fazemos.

Mas, afastemos os extremos desta discussão, e pensemos um pouco no plano cinzento intermédio.

Acha que pode ser influenciado nas escolhas que faz?

Se Sim, então até que ponto?

Se acha que não...ou se pelo menos confia na força do seu intelecto e das suas opiniões para afastar qualquer tipo de influência ilógica ou irracional na escolhas que faz, então parabéns, o filme em baixo é para si....e prepara-se, porque vai ter uma enorme surpresa.

Na verdade, qualquer que seja a sua opinião, aposto que se vai surpreender, ora veja:




Nota: Infelizmente o filme está em inglês, mas até neste caso, a barreira da linguagem é apenas virtual, já que é perfeitamente possível entender-se a abordagem.


PERGUNTA APENAS PARA DEPOIS DO FILME:

-> Será que é verdade tudo o que se passou? Não estaremos nós a ser condicionados no nosso modo de pensar acreditando em algo que foi fabricado, que nos foi transmitido como se fôssemos os privilegiados deste lado, com o único e exclusivo propósito de nos levar a "acreditar" numa realidade que não existe.

Curiosa esta Dúvida constante tipo MAtrIX.

looking for inspiration...

Findo o crepúsculo, sob o efeito da inocência de um copo de vinho tinto solitário, os meus sentidos conheceram "Divenire" de Ludovico Einaudi.

Ali, abraçado pelo sofá de quem me convidara para jantar, ouvi os primeiros sons ordenados em acordes que desfilando pelas paredes, estantes, ar e ouvidos, pegaram nas minhas mãos e me puseram a levitar.

Na imaginação, ou no local para onde vamos cada vez que fechamos os olhos, permaneci por alguns minutos, banhado por ondas sonoras que ora me deslocavam para lá, ora me traziam de volta, para o código de barras ordenado do teclado harmonioso e vivo.

Poderia perfeitamente adormecer ali, o que a anfitriã entenderia como um elogio, ou não fosse ela quem propositadamente premira o play, consciente do resultado terrivelmente agradável.


Aqui vos deixo com uma amostra, com a certeza - minha - de que ainda nos falta conhecer centenas, senão mesmo milhares de coisas/pessoas no mundo, que nos permitem dar valor à vida e aos pequenos prazeres que esconde e que reserva para quem os procura.



(Perdoem a qualidade, o Cd garanto que tem um som fantástico)

quarta-feira, agosto 29, 2007

Os efeitos do calor e da bebida - Testes Cientificamente comprovados!!!!

O Presente estudo, encomendado pela Royal Academy of Natural Science (RANS), não deixa margem para dúvidas quanto ao comportamento do macho lusitano (homo Lusus Sapiens) quando submetido a condições de calor extremo, ao som de música de dança, e sob o efeito de bebidas alcoólicas.

Escolhemos a título meramente exemplificativo dois espécimenes que designaremos de Zé 1 e Zé 2, por uma questão de facilidade e de protecção das respectivas identidades ultra secretas.

Ora, cabe ainda realçar que o presente estudo teve lugar durante os anos de 2006 e 2007, na zona do Algarve, em ambientes absolutamente normais: na já "extinta" casa CASA DO CASTELO, e no Recém "Encerrado" KASABLANCA, tendo ambos os indivíduos ingerido igual quantidade de álcool.

Analisemos então os dados, e as respectivas conclusões, tomando como ponto de partida as duas fotografias que se seguem, tiradas nos anos e locais respectivamente mencionados:



<-------(2006)

Repare-se como nesta imagem são bem visíveis os sinais de sonolência, do indíviduo Zé 2 (ao meio), em contraste com a frescura e espanto de Zé 1.

Por outro lado, a ligeira torção do pescoço para o lado direito, posição mais comummente designada de "pré-GREGO", indicia uma usual condição de desarranjo digestivo que culmina com a exposição, perante terceiros e para efeitos de investigação e identificação da natureza da alimentação do espécimen, dos líquidos e sólidos por este ingeridos.



Analisemos, agora, os efeitos do tempo sobre os Zés (cerca de 365 dias após a primeira amostra recolhida) recriadas as mesmas condições:




(2007)---------------->

É curioso notar uma ligeira alteração no comportamento de Zé 1, que apresenta um maior descontrolo do músculo lingual, embora aparente a mesma surpresa e frescura registadas cerca de um ano antes.

A este propósito, de realçar o entendimento de alguns eminentes especialistas do comportamento humano, em particular o do Dr. Jastou Torto, que analisando a expressão facial de Zé 1, nomeadamente a língua arredondada completamente exposta, e em concha, afirma com alguma certeza, tratar-se de mais um sintoma "pré-GREGO".

Isto para já não falar na inclinação - a anteriormente referida torção do pescoço - da cabeça para o lado direito, que corrobora esta sua afirmação.


Por fim, de realçar uma contradição bem interessante em Zé 2, já que muito embora apresente um semblante satisfeito e revigorado, típico de uma fase "pós-GREGO", dada a auto-confiança e bem estar conferido pela descarga oral, o seu corpo, em particular o seu pescoço antecipam, o que o próprio indivíduo desconhece...ou seja... de que em simultâneo se encontra novamente numa fase "Pré-GREGO".

Esclarece o referido Dr., que é muito comum esta situação nos jovens machos Luso-latinos, ou seja, a da confiança precedida de nova "devolução visceral" - expressão sua.


Conclui o estudo realizado, que este comportamento faz parte, afinal de contas, de um jogo de corte da fêmea, não mais servindo do que uma forma de dar a conhecer-lhe o teor das últimas refeições por si tomadas, agindo como modo de garante da continuidade da espécie, pela exibição real e em directo da ementa rica e variada do dia a dia do macho, e para efeitos de futuro acasalamento.

Concebida por muitos como uma prática inexplicável e totalmente desapropriada, certo é que o macho Luso prossegue, como se viu, mantendo o mesmo padrão de comportamento ano após ano.

Conseguimos, ainda que com alguma dificuldade, imagens inéditas - embora de qualidade muito deficiente - deste comportamento único. Esperamos que as apreciem.


segunda-feira, agosto 27, 2007

Again Bublé: 2 em 1.

Ouvi pela primeira vez esta música há uma semana.
Desde logo a sonoridade, o facto de ser nova ao meu ouvido e tratar-se de uma balada, contribuíram para que estacasse em frente ao ecrã do computador do escritório, e me deixasse conduzir pelas notas da melodia...

Ora vejam:



Mas seria só por isso?

Hoje mesmo, para além de a escutar novamente com atenção, li na íntegra a sua letra, e, de facto, há mais uma razão para que a retenha na memória.




Que tal?

quinta-feira, agosto 23, 2007

Rim(ar) NAIF

A minha rua cheira a Mar,
como se as ondas, e o peixes
tivessem uma porta sua,
ao lado,
no meu andar.

Marulha baixinho no meu jardim,
acompanhando o sono, a chegar.
E eu digo que sim, cansado,
deixando-me levar...


Boa noite Mar, estrelas e lar
Vou-me deitar!

sexta-feira, agosto 10, 2007

Comprimido para o dia seguinte com nome estrangeiro, sem ser a pílula, depois de uma noitada com alguns copos que me deixou assim tão tonto!

Acordei exactamente como adormeci: com todo o planeta a rodopiar no tecto do meu quarto e no interior da minha cabeça.

Sensação similar, apenas a que me embalava nas noites de verão, em que o meu corpo derrotado de um dia de praia, parecia ainda levado pelo movimento das ondas.

Pois é Verão, foi noite agora manhã, e esta sensação não me embala, antes pelo contrário, parece agora atingir o meu estômago que afinal de contas não é mudo, nem tem apenas instruções para movimentar o seu interior no sentido descendente.

Não tenho sede, mas deixo que os conselhos de alguém que não recordo, me levem a despejar milhares de gotas unidas num litro de água pelos lábios a dentro.

“Muita água, tens de beber muita água!” – são estas as palavras sábias que agora ecoam, e se repetem neste enjoo.

Da noite anterior, recordo a dança frenética, os sorrisos brilhantes que se confundiam com os flashes de luz e a companhia que não parava de dançar.

A Areia que me abraçava os pés, e os raios laser que ora incidindo nas minhas mãos me conferiam um poder sobre-humano, bem na pontinha dos dedos.



Na boca, os vestígios de várias Caipirinhas relembravam a teoria dos efeitos cumulativos e dos respectivos delitos, em Direito Penal do Ambiente, apenas com subtis diferenças.

Ironicamente, também neste caso o “ambiente sofria”, primeiro o interior, biológico, e depois - quase em simultâneo - o exterior, a nível comportamental.

Não é pois de estranhar, que o cemitério de copos abandonados no balcão indiciasse o meu estado de crescente dormência, comprovando a referida teoria: o efeito de uma destas bebidas, consideradas isoladamente era inofensivo – ou quase – mas a sua cumulação produzia um efeito, com uma danosidade tão certa como o somar das palhinhas que ia recolhendo nesta minha sede brasileira.

A ressaca, neste caso, não era nem foi uma mera probabilidade, mas antes uma certeza que comigo acordou, e que me acompanhou até à farmácia em busca de um conhecido tubinho milagroso.

Detesto medicamentos, é certo, mas há alturas em que é necessário ouvirmos a voz da experiência, mesmo quando esta tropeçando nas sílabas, as enrola desastradamente, para dizer: Guronsan.

O meu primeiro disco verde efervescente a borbulhar na caneca, 10 minutos após o sorriso trocista do farmacêutico que ousadamente me aconselhou a tomar 2 em vez de um só.

Agora, sem entender bem como, o mundo dentro e fora de mim abrandou, retomando a velocidade natural, sem movimentos circulares e altamente estonteantes.

Silenciadas pela vergonha de serem mentira, saltitam em mim expressões como "não bebo mais Vodka!" ou "nunca mais bebo!".

Mentira, porque a memória é curta, as marcas das asneiras passam depressa....e eu, bem, eu estou de férias e tenho tempo para me recompor... over and over.

O que vale é que isto só acontece 2 ou 3 vezes por ano.