segunda-feira, dezembro 08, 2008

a nossa Madeira














imagens de amizade, partilha e, acima de tudo, boa disposição.

até breve.

quarta-feira, julho 02, 2008

Liberdade que promete

O Youtube não deixa de me espantar.

O Talento anda por aí, e agora, com uma morada provável.

See it for yourselfs!

Ladies and Gentlemen: Ana Free

segunda-feira, maio 05, 2008

segunda-feira, março 03, 2008

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Desafios Quebrados

Ofereceram-me um puzzle, que ia ganhando forma..
Peça a peça, ao ritmo próprio da dificuldade impressa no padrão a reconstituir.
Pensava que qualquer pessoa sabia o que aquilo era, para que servia, e sobretudo a sua razão de ser.
Senso comum?
Engano.
A minha empregada, portadora de um record de objectos partidos, mas dissimulados pelo silêncio da chegada a casa sem qualquer aviso ou papel em jeito de confissão, mostrara-me justamente o contrário.

Cumprimentado pelo brinquinho que está a minha casa no dia em que ela cá vem, reparo no tampo da mesa da sala, descoberto, castanho nu.

O puzzle, outrora em construção naquela tábua central, desaparecera como se o tempo da sua existência não valesse nada, nem tampouco o apurado esgar de garimpeiro amador de quem procura encaixes e buracos certeiros em vez de pepitas de ouro.

Pânico.
Durou pouco, a resposta estava no quarto.
No cantinho da divisão, arrumada pode dizer-se, uma caixa cuja tampa, encaixada, indicava o pior.

As pequenas peças que descobrira irmãs, juntaram-se aos restantes familiares, primos, tios, parentes afastados, moradores do mesmo bairro...AIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!

Pensaria ela que o puzzle estava partido, e num ápice dos seus se apressasse a encobrir a prova do crime?

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Alerta VERMELHO

Quando vejo nas notícias, o pivot referir-se à declaração de "Alerta Vermelho" num qualquer país sob ameaça terrorista, penso quase imediatamente num semáforo com a respectiva luz de paragem obrigatória acesa.

Flagelo e ameaça nos Países com P maiúsculo, o terrorismo tende a generalizar-se...ao ponto de chegar ao nosso, com P maiúsculo de nome, mas pequeno de tamanho e importância.

Comparativamente, ao pensar em alerta Vermelho no "old Portugal" vem-me logo à cabeça a imagem daqueles homenzinhos das obras na estrada, que exibem raquetas de ping-pong de faces vermelha e verde para orientar os condutores.

Terrorismo em Portugal, para?

Tenho a sensação de que é tão fácil atacar-nos, que até chega a ser desprestigiante para qualquer Terrorista fazê-lo.

Imagino um casting de bombistas profissionais, em que todos, levando o seu currículo, incluindo pedaços dos prédios e veículos objecto de atentados da sua autoria se misturam com fotografias dos próprios in locu, sorridentes e apontando para a explosão, afirmando entre dentes... ESTA FUI EU!

Então onde já atacaste?

- NOVA IORQUE, Madrid e Afeganistão. e TU?

- Em Espanha também e Inglaterra. TU?

- Portugal!

Outros dois - ÃH? És mesmo caloiro, então tu não sabes que Portugal é só para testes....É só para meter medo, pá!!!!

sábado, dezembro 29, 2007

The face

Para terminar o ano em beleza, e com um pouco de paz...

Deixo-vos esta música...e apenas isso.

Bom ano de 2008!

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Conhecer o Olhar Crítico ..... Just take a look!

Aqui na blogosfera é costume falar-se dos outros.
Falar-se de quem não se conhece, do que nunca se viu, do que se pensa ser assim.
De mim, fala-se pouco, por isso e porque queria que tivessem uma ideia de quem sou dito pela boca, ou melhor, pelas teclas de um amigo que até tem link para o seu blog aqui no Olhar, aqui fica a descrição de quem sou e como sou... pelo meu amigo D. :

PS: para aqueles que me conhecem e ainda não perceberam quem sou... eu sou o Quicas! BOM NATAL!!!!!

Vão a http://omelhoramigo.blogspot.com/2007/11/memrias-de-uma-traio.html

domingo, dezembro 23, 2007

PubMusic

Ultimamente a minha escrita tem-se reduzido à mera divulgação de novos músicos, novas composições e sonoridades.

Em breve mudanças.

Mas hoje aqui fica mais um exemplo... Ladies and Gentlemen, a round of applause for: RAUL MIDÓN!


domingo, novembro 04, 2007

Estar vivo...1....2....3!

Termina a valsa.
Os noivos sorriem satisfeitos pela missão/obrigação cumprida de abrir o baile.

Tímidos, os convidados vão-se aproximando deles pisando agora o pavimento mais gasto de toda a divisão: a pista de dança.

Os incentivos musicais vão chegando agora sob a forma de batuque ritmado, acompanhado de trompete e uma voz estridente mas típica. Quem desconhecesse o nome deste estilo musical nunca diria que a diferença residia na mera alteração de uma letra no nome do anterior.

Nada a fazer!
O corpo começa a agitar-se e a dizer baixinho que precisa de balançar, de traduzir a música em movimentos.

De repente, alguém toma a iniciativa e puxa a minha mão, respondendo ao apelo anatómico, e ao sorriso que não podia deixar de o acompanhar.

Em breve, mais de uma dúzia de pares rendidos ao som da Salsa que agora ecoava pelos potentes altifalantes.

Traço comum, o branquinho dos dentes dos dançarinos ia contagiando os convidados menos dotados, que agora já se mexiam, embora sempre ancorados a uma mesa, ou a uma cadeira.
Para todos os efeitos, fosse a figura má, estavam sentados ou apoiados nas costas de uma cadeira, e nunca oficialmente a dançar!

Cedo ao ritmo, e sinto saudades do Salsa Latina onde ia com frequência para deslizar o calçado ou pisar ovos, conforme se ouvisse também Merengue.

Naquele momento, ontem, senti a alegria da simplicidade.

Aqui têm um exemplo, mais sonoro do que propriamente visual, mas não encontrei outro clip com uma música tão eficaz.

Enjoy!

sábado, novembro 03, 2007

sexta-feira, novembro 02, 2007

Cheguei "Perto demais"...

A todos os

que têm medo de sofrer por amor
que lutam pela sinceridade
que dão tudo pela felicidade no sorriso da pessoa que amam
que têm medo de ser abandonados
que estão confusos sem saber o que querem,

proponho "Closer", de que deixo a banda sonora e algumas imagens.

É um filme duro...

Som das Ilhas

Apetecia-me começar este post com "I Came across" porque exprime uma sensação que "encontrei por acaso" não descreve de forma fidedigna.

Na verdade "fui levado até" Lura, por alguém que se mantém na penumbra das mensagens SMS, escondida atrás das teclas de um Telemóvel, mas que por momentos...breves instantes se revelou num convite que não pude aceitar.


Para meu azar, porque também não conhecia "Lura", e porque o tempo e o destino andam de mãos dadas,aqui fica o tributo merecido.

Fechar os olhos, play... olá Cabo Verde.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Gosto... simplesmente

Esta música tem qualquer efeito inexplicável em mim...

sexta-feira, setembro 28, 2007

Scraps...

É engraçado voltar a ler coisas que escrevi em tempos...

Encontrei hoje, por mero acaso ou coincidência o seguinte poema.

Achei-o bonito (que humildade meu Deus) apesar de tudo, e por isso o transcrevo:

Não sei se foi chave,
Ou toque especial o que eu perdi
Porque o teu coração criou entrave
E, Desta vez, eu não o pedi.

Cortaram-se os fios do sentimento
Apagaram-se as linhas do amor
Pois não ouço o batimento,
E sentir, neste momento,
Só a Dor.

Sou mote de memórias,
Título de livro emprestado.
Lote de pequenas histórias
Que um velho conta, inebriado

Cubo de gelo derretido
Pela temperatura do desamor.
Meio líquido convertido
Em outro meio de torpor.

Sol, e eclipse ao mesmo tempo
E o teu nome…
ainda o sei de cor.

quinta-feira, setembro 20, 2007

à tua procura...Pedro Alpiarça




Ouvi o teu nome por entre o silêncio das palavras trémulas.
Antes dele, um terrível pressentimento transmitido pelo som da trovoada, que em breve, agora mesmo se confirmou.

De repente, o teu olhar, a tua expressão, o teu sorriso e voz, apareceram em flash na memória. E foi tal o impacto que dei por mim prostrado no chão, derrotado pela lembrança, pela escassez do tempo... pelo nunca mais.

Recordei-me de te ter visto pela primeira vez, de ter percorrido 120 Km à procura do meu vício de palco, do ranger das tábuas, da respiração em cena, da maior prova de todas: enfrentar uma multidão de olhos críticos e exigentes.

Ali comecei a "habituar-me" à tua presença e a viciar-me nela, em qualquer palco, em qualquer circunstância, em qualquer coincidência ou encontro acidental.

Meu querido amigo,

Se soubesses o peso das tuas palavras, o efeito contagiante do teu sorriso, a força dos teus abraços, o poder da tua expressão facial e os milhões de coisas que nunca te disse, demonstrativas de orgulho e de admiração.

Quantas vezes me deixaste levar-te a casa, desconhecendo que quem me fazia um favor eras tu...

Na nossa Guilhas ficou o teu suor, o teu engenho e as sementes do teu talento e versatilidade que hão-de acompanhar os que ousarem, um dia como tu, enfrentar e derrotar o mais terrível dos predadores: o espectador.

No nosso coração, para sempre tu, sempre tu.... meu querido Pedro.

Hoje, brilharás com uma ovação de pé, no mais belo dos palcos...

Boa viagem Pedro e Muita Merda!

segunda-feira, setembro 10, 2007

Alma Gémea

Prosseguindo na onda das músicas, aqui vos deixo uma cuja sonoridade me vicia, cada vez mais.

Enjoy...

sábado, setembro 08, 2007

Um olhar diferente

O meu telemóvel permite-me um novo Olhar Crítico, eis aqui alguns exemplos:






























sexta-feira, setembro 07, 2007

Contradição repugnante

Ontem, voltando para casa, percorri a Almirante Reis de uma ponta a outra.

Esta avenida, cuja fama não é das melhores, revelou-me por volta das 4 da manhã, uma das maiores ironias vivas que tive a infelicidade de testemunhar.

Característica pela sucessão quase parasita e desordenada de lojas de decoração, onde os sonhos e o conforto se escondem por detrás de vidros, esta Rua alberga diariamente dezenas de desalojados, para quem esta realidade não é estranha.

Deitados ao longo dos pilares das Arcadas dos vários prédios, espreitam pelos buracos da sua 2ª pele, trespassando mentalmente a barreira física e transparente das montras.

Do outro lado, o conforto e o luxo traduzem-se em duas palavras que não podem empregar: escolher e comprar.

Na cabeça, essas palavras não ganham pó, porque todos os dias, irremediavelmente, aqueles olhares descobrem uma nova mobília, um novo preço.

Deste lado, nesta sua enorme casa colectiva onde muitas vezes faltam paredes e não tectos, permanecem os olhares curiosos, mas tristes, de alguém que tem uma divisão, onde habita diariamente o sonho, mas cuja chave há muito se perdeu...ou nunca se encontrou.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Música de um amanhecer de Verão

6:20 da manhã, rodopiando algures nas rotundas de Vilamoura, vindos do Kasablanca.

O fresquinho mistura-se ao de leve com a brisa que entra pelas janelas do carro, e mantém-nos acordados ao longo dos vários Km que ainda temos de fazer até casa.

O chilrear dos pássaros corta o silêncio demolidor, mas agradável, neste princípio de viagem.

E nós, com um sorriso nos lábios, desafiamo-lo ainda mais com uma música que descobri ser das preferidas do António.

Ao som dos primeiros acordes, a satisfação e felicidade eram bem visíveis no seu rosto.

Eu... limitei-me a carregar no Repeat, e seguimos cantando incessantemente até Armação de Pêra.


Caro António, por estas férias e pelos momentos fantásticos, com um abraço amigo!

quarta-feira, setembro 05, 2007

Le Destin...

Há uns tempos, numa das raras passagens pelos canais de música da Tvcabo, ouvi uma voz, em francês, de alguém que vim alguns minutos depois a saber, lendo a barrinha que aparece no final de cada música, ser Emmanuel Moire.

A música "Mon essentiel" - que poderão ouvir neste link: http://www.youtube.com/watch?v=W-Ap2qhiS38 - conseguiu deter-me no zapping angustiante de quem tem todos os canais menos "aquele" que queria.

Alguma coisa no ritmo, na letra, na língua e até no teledisco que me fez esperar pelo fim... para perceber quem cantava.

Banal, ou não, a verdade é que comecei a ouvir mais do seu trabalho, à procura de uma prova de qualidade intínseca, tudo para afastar as más línguas no meu interior que apostavam ter-se tratado de pura sorte.


O Youtube ajudou e de que maneira, e acabei por ficar a gostar bastante desta música que hoje vos mostro:




E agora, a melhor parte... Este jovem, descobri hoje, nasceu exactamente no mesmo dia que eu, a 16 de Junho de 1979.

Só por curiosidade, para quem me conhece, STAN LAUREL, nasceu nesse dia, mas em 1890.


segunda-feira, setembro 03, 2007

RAPIDINHA: "Henritação ao volante"

Quanto entro no carro, e estou irritado... ainda o fico mais quando:

- me sento ao volante e percebo que alguém andou no carro sem me dizer, pela forma como os meus joelhos tocam nas orelhas;

- o aviso do cinto não pára de apitar;

- não aguentando mais o barulhinho, o tento pôr e este insiste em ficar preso, após milhares de tentativas de encolhe estica, encolhe estica, encolhe estica;

- a porcaria da chapeleira se desencaixa, e por mais que tente repôr aquilo nunca mais vai ao sítio;

(MAS QUE NOME É ESTE, CHAPELEIRA? jÁ VIRAM ALGUÉM PÔR-LHE CHAPÉUS EM CIMA?
PORQUE É QUE NÃO SE CHAMA SIMPLESMENTE TINPDTDCCN - Tábua Irritante Na Parte De Trás Do Carro Com Nome Estúpido)

- luzes do tablier, descritas no manual como luzes indicadoras de emergência em que é preciso ir a correr para a oficina, decidem caprichosamente orar acender, ora apagar;

- escondi a antena para não a roubarem, e não há meio de a encontrar...depois de 6 meses a procurá-la;

...To be continued... é tarde e agora já não me lembro de muitas coisas que me irritam verdadeiramente ao volante!!!!

Amanhã ponho mais.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Dune Tramonti - Ludovico Einaudi

Um dia,
quando o sol acordar cedo e
beijar o rosto da lua
a ir deitar-se,
Por magia,
saltarão faíscas e voarão estrelinhas
em homenagem sua,
E o amor pelo Universo há-de espalhar-se.

E nessa noite em especial
quando o silêncio assentar,
e os ruídos se enterrarem no chão
para ir descansar,
uma lua envergonhada subirá ao céu
e lá ficará, de face corada,
à espera do astro seu.

Voz Tuning

E eu que pensava que fazia "vozes"...

quinta-feira, agosto 30, 2007

Serão as nossas escolhas verdadeiramente livres?

Este ano, no âmbito do curso de Mestrado de Direito Penal, e relativamente ao conceito de Culpa, debruçámo-nos sobre questões tão simples como a liberdade da acção.

Quer sejamos deterministas ou sustentemos uma total liberdade no nosso modo de agir, isento de qualquer tipo de condicionamentos, a verdade é que nos custa aceitar que não sejamos, em alguma ocasião, verdadeiramente donos das escolhas que fazemos.

Mas, afastemos os extremos desta discussão, e pensemos um pouco no plano cinzento intermédio.

Acha que pode ser influenciado nas escolhas que faz?

Se Sim, então até que ponto?

Se acha que não...ou se pelo menos confia na força do seu intelecto e das suas opiniões para afastar qualquer tipo de influência ilógica ou irracional na escolhas que faz, então parabéns, o filme em baixo é para si....e prepara-se, porque vai ter uma enorme surpresa.

Na verdade, qualquer que seja a sua opinião, aposto que se vai surpreender, ora veja:




Nota: Infelizmente o filme está em inglês, mas até neste caso, a barreira da linguagem é apenas virtual, já que é perfeitamente possível entender-se a abordagem.


PERGUNTA APENAS PARA DEPOIS DO FILME:

-> Será que é verdade tudo o que se passou? Não estaremos nós a ser condicionados no nosso modo de pensar acreditando em algo que foi fabricado, que nos foi transmitido como se fôssemos os privilegiados deste lado, com o único e exclusivo propósito de nos levar a "acreditar" numa realidade que não existe.

Curiosa esta Dúvida constante tipo MAtrIX.

looking for inspiration...

Findo o crepúsculo, sob o efeito da inocência de um copo de vinho tinto solitário, os meus sentidos conheceram "Divenire" de Ludovico Einaudi.

Ali, abraçado pelo sofá de quem me convidara para jantar, ouvi os primeiros sons ordenados em acordes que desfilando pelas paredes, estantes, ar e ouvidos, pegaram nas minhas mãos e me puseram a levitar.

Na imaginação, ou no local para onde vamos cada vez que fechamos os olhos, permaneci por alguns minutos, banhado por ondas sonoras que ora me deslocavam para lá, ora me traziam de volta, para o código de barras ordenado do teclado harmonioso e vivo.

Poderia perfeitamente adormecer ali, o que a anfitriã entenderia como um elogio, ou não fosse ela quem propositadamente premira o play, consciente do resultado terrivelmente agradável.


Aqui vos deixo com uma amostra, com a certeza - minha - de que ainda nos falta conhecer centenas, senão mesmo milhares de coisas/pessoas no mundo, que nos permitem dar valor à vida e aos pequenos prazeres que esconde e que reserva para quem os procura.



(Perdoem a qualidade, o Cd garanto que tem um som fantástico)

quarta-feira, agosto 29, 2007

Os efeitos do calor e da bebida - Testes Cientificamente comprovados!!!!

O Presente estudo, encomendado pela Royal Academy of Natural Science (RANS), não deixa margem para dúvidas quanto ao comportamento do macho lusitano (homo Lusus Sapiens) quando submetido a condições de calor extremo, ao som de música de dança, e sob o efeito de bebidas alcoólicas.

Escolhemos a título meramente exemplificativo dois espécimenes que designaremos de Zé 1 e Zé 2, por uma questão de facilidade e de protecção das respectivas identidades ultra secretas.

Ora, cabe ainda realçar que o presente estudo teve lugar durante os anos de 2006 e 2007, na zona do Algarve, em ambientes absolutamente normais: na já "extinta" casa CASA DO CASTELO, e no Recém "Encerrado" KASABLANCA, tendo ambos os indivíduos ingerido igual quantidade de álcool.

Analisemos então os dados, e as respectivas conclusões, tomando como ponto de partida as duas fotografias que se seguem, tiradas nos anos e locais respectivamente mencionados:



<-------(2006)

Repare-se como nesta imagem são bem visíveis os sinais de sonolência, do indíviduo Zé 2 (ao meio), em contraste com a frescura e espanto de Zé 1.

Por outro lado, a ligeira torção do pescoço para o lado direito, posição mais comummente designada de "pré-GREGO", indicia uma usual condição de desarranjo digestivo que culmina com a exposição, perante terceiros e para efeitos de investigação e identificação da natureza da alimentação do espécimen, dos líquidos e sólidos por este ingeridos.



Analisemos, agora, os efeitos do tempo sobre os Zés (cerca de 365 dias após a primeira amostra recolhida) recriadas as mesmas condições:




(2007)---------------->

É curioso notar uma ligeira alteração no comportamento de Zé 1, que apresenta um maior descontrolo do músculo lingual, embora aparente a mesma surpresa e frescura registadas cerca de um ano antes.

A este propósito, de realçar o entendimento de alguns eminentes especialistas do comportamento humano, em particular o do Dr. Jastou Torto, que analisando a expressão facial de Zé 1, nomeadamente a língua arredondada completamente exposta, e em concha, afirma com alguma certeza, tratar-se de mais um sintoma "pré-GREGO".

Isto para já não falar na inclinação - a anteriormente referida torção do pescoço - da cabeça para o lado direito, que corrobora esta sua afirmação.


Por fim, de realçar uma contradição bem interessante em Zé 2, já que muito embora apresente um semblante satisfeito e revigorado, típico de uma fase "pós-GREGO", dada a auto-confiança e bem estar conferido pela descarga oral, o seu corpo, em particular o seu pescoço antecipam, o que o próprio indivíduo desconhece...ou seja... de que em simultâneo se encontra novamente numa fase "Pré-GREGO".

Esclarece o referido Dr., que é muito comum esta situação nos jovens machos Luso-latinos, ou seja, a da confiança precedida de nova "devolução visceral" - expressão sua.


Conclui o estudo realizado, que este comportamento faz parte, afinal de contas, de um jogo de corte da fêmea, não mais servindo do que uma forma de dar a conhecer-lhe o teor das últimas refeições por si tomadas, agindo como modo de garante da continuidade da espécie, pela exibição real e em directo da ementa rica e variada do dia a dia do macho, e para efeitos de futuro acasalamento.

Concebida por muitos como uma prática inexplicável e totalmente desapropriada, certo é que o macho Luso prossegue, como se viu, mantendo o mesmo padrão de comportamento ano após ano.

Conseguimos, ainda que com alguma dificuldade, imagens inéditas - embora de qualidade muito deficiente - deste comportamento único. Esperamos que as apreciem.


segunda-feira, agosto 27, 2007

Again Bublé: 2 em 1.

Ouvi pela primeira vez esta música há uma semana.
Desde logo a sonoridade, o facto de ser nova ao meu ouvido e tratar-se de uma balada, contribuíram para que estacasse em frente ao ecrã do computador do escritório, e me deixasse conduzir pelas notas da melodia...

Ora vejam:



Mas seria só por isso?

Hoje mesmo, para além de a escutar novamente com atenção, li na íntegra a sua letra, e, de facto, há mais uma razão para que a retenha na memória.




Que tal?

quinta-feira, agosto 23, 2007

Rim(ar) NAIF

A minha rua cheira a Mar,
como se as ondas, e o peixes
tivessem uma porta sua,
ao lado,
no meu andar.

Marulha baixinho no meu jardim,
acompanhando o sono, a chegar.
E eu digo que sim, cansado,
deixando-me levar...


Boa noite Mar, estrelas e lar
Vou-me deitar!

sexta-feira, agosto 10, 2007

Comprimido para o dia seguinte com nome estrangeiro, sem ser a pílula, depois de uma noitada com alguns copos que me deixou assim tão tonto!

Acordei exactamente como adormeci: com todo o planeta a rodopiar no tecto do meu quarto e no interior da minha cabeça.

Sensação similar, apenas a que me embalava nas noites de verão, em que o meu corpo derrotado de um dia de praia, parecia ainda levado pelo movimento das ondas.

Pois é Verão, foi noite agora manhã, e esta sensação não me embala, antes pelo contrário, parece agora atingir o meu estômago que afinal de contas não é mudo, nem tem apenas instruções para movimentar o seu interior no sentido descendente.

Não tenho sede, mas deixo que os conselhos de alguém que não recordo, me levem a despejar milhares de gotas unidas num litro de água pelos lábios a dentro.

“Muita água, tens de beber muita água!” – são estas as palavras sábias que agora ecoam, e se repetem neste enjoo.

Da noite anterior, recordo a dança frenética, os sorrisos brilhantes que se confundiam com os flashes de luz e a companhia que não parava de dançar.

A Areia que me abraçava os pés, e os raios laser que ora incidindo nas minhas mãos me conferiam um poder sobre-humano, bem na pontinha dos dedos.



Na boca, os vestígios de várias Caipirinhas relembravam a teoria dos efeitos cumulativos e dos respectivos delitos, em Direito Penal do Ambiente, apenas com subtis diferenças.

Ironicamente, também neste caso o “ambiente sofria”, primeiro o interior, biológico, e depois - quase em simultâneo - o exterior, a nível comportamental.

Não é pois de estranhar, que o cemitério de copos abandonados no balcão indiciasse o meu estado de crescente dormência, comprovando a referida teoria: o efeito de uma destas bebidas, consideradas isoladamente era inofensivo – ou quase – mas a sua cumulação produzia um efeito, com uma danosidade tão certa como o somar das palhinhas que ia recolhendo nesta minha sede brasileira.

A ressaca, neste caso, não era nem foi uma mera probabilidade, mas antes uma certeza que comigo acordou, e que me acompanhou até à farmácia em busca de um conhecido tubinho milagroso.

Detesto medicamentos, é certo, mas há alturas em que é necessário ouvirmos a voz da experiência, mesmo quando esta tropeçando nas sílabas, as enrola desastradamente, para dizer: Guronsan.

O meu primeiro disco verde efervescente a borbulhar na caneca, 10 minutos após o sorriso trocista do farmacêutico que ousadamente me aconselhou a tomar 2 em vez de um só.

Agora, sem entender bem como, o mundo dentro e fora de mim abrandou, retomando a velocidade natural, sem movimentos circulares e altamente estonteantes.

Silenciadas pela vergonha de serem mentira, saltitam em mim expressões como "não bebo mais Vodka!" ou "nunca mais bebo!".

Mentira, porque a memória é curta, as marcas das asneiras passam depressa....e eu, bem, eu estou de férias e tenho tempo para me recompor... over and over.

O que vale é que isto só acontece 2 ou 3 vezes por ano.

quarta-feira, julho 25, 2007

: P



Mas antes... férias!

Até ao próximo Post...e enigma, que já está pensado.

Só falta decidir se tem prémio para quem descobrir!

Boas Férias!

segunda-feira, julho 23, 2007

II



Tamanho é o ardil
De quem buscou o "coração".
Veremos, agora, o perfil
De quem procura esta solução.

(Brevemente)

segunda-feira, julho 16, 2007

sexta-feira, junho 29, 2007

Indícios...

Se de um desafio houver clamor
e saudades de algo divertido,
Segue pela Medida transportador
até à 5ª de Vivaldi, de tamanho reduzido.

Na frieza da pedra humana
Estende-se o símbolo a encontrar:
Dos 4 irmãos, meus amigos, é o que tem mais fama
e fonte em mim de chama.
De que é que estou a falar?


- Continua após solução -

terça-feira, junho 26, 2007

coM Tradições

Longe da vista, longe do coração...

mas o amor não é cego?

sexta-feira, junho 22, 2007

A La Boato

o Amor consome-se como um bom iogurte. Não há açúcar que lhe valha depois de ultrapassado o prazo de validade.

Nem vale a pena tentar desfrutá-lo se a tampa não quer sair.

É um diálogo.
Um poema escrito a dois.

;)

domingo, junho 17, 2007

O Príncipe Sapo...



Assim se completaram 28 anos de idade.
Dia 16/06/07, foi a data de mais um aniversário que reuniu muitos amigos, todos parte da história do Henrique, Mágico, Actor, Advogado.

Muito amigos ficaram de foram.... mas todos eles habitam em mim, como um cunho.

sexta-feira, junho 15, 2007

Coisas simples....que me fazem sentir grato por estar vivo!



....Enquanto se ouve....


Visto-me a pele.
Perdida no guarda-fatos, escondida há muito pelo amar cego.
Ou será da chuva que passeia por mim ao sabor da gravidade, pelos meus poros, e me limpa das impurezas, descobrindo o eu ainda entranhado?
Isto como um Quadro restaurado?

Deslizam lentamente as gotinhas que não repudio.
Sorrio ao som do dedilhar, enquanto me encho de água, de vida e de amor...
Para se amar é preciso estar consciente e desperto... para apreciar pequenos carinhos simples e gratuitos, como um olhar, uma música, um sorriso.

É o que sinto ao ouvir isto...

Bom dia ou boa noite, a ti que lês e que andas perdido(a) nas confusões das horas que se repetem todos os dias. Tira 3 minutos. Pára e ouve.

E depois diz-me o que sentes ao ouvir isto.

Até já!


Obrigado Flamenkita, por me ajudares a recuperar-me (repetição do ME propositada F.).

sábado, junho 02, 2007

Conduzir em Lisboa com um sorriso nos lábios!



Ligar o carro, subir o volume... e deixar o sorriso estender-se pelos lábios ao som desta música.

terça-feira, maio 29, 2007

Palavras para quê.... quando temos números =)

Oito Dois Seis Dois Três Seis Espaço Oito Três Seis Quatro Seis Espaço Sete Dois Oito Três Dois Três Três Sete Espaço Oito Oito Dois Sete

sexta-feira, maio 25, 2007

3 Anos




Completa hoje 3 anos o cão que revolucionou a minha vida.
Entre passeios matinais, visitas ao veterinário, frequência de escola de cães e corridas na praia, este cão teria muito para contar se falasse português.

Quem o conhece já está habituado ao seu porte e energia... uma verdadeira locomotiva se há o azar de encontrar uma pessoa à frente de uma bola saltitante.

O Spike, é único... dá trabalho... mas é um cão fantástico!

quarta-feira, maio 23, 2007

Coffee Break




Há certas músicas que têm o dom de me pôr bem disposto!
Partilho uma delas

terça-feira, maio 22, 2007



Às vezes gostava que o teu coração te guiasse, em vez dos teus medos...

segunda-feira, maio 14, 2007

Grupo de Teatro Mágico


O meu vínculo à magia que me permitiu ir ao Campeonato Mundial em Estocolmo em Agosto de 2006.

domingo, maio 13, 2007

Imagens...


À falta de subtileza na estação de comboios de Albufeira...


O cigar break do homem estátua...


e Respirar...

quarta-feira, maio 09, 2007




Percorro lentamente a calçada...
À minha volta sinto a temperatura gélida das paredes que mal se deixam penetrar pela luz que avisto.
Ao fundo, um "quase" experiência de "quase morte". E digo-o porque esta é bem real, de olhos bem abertos e com uma certeza acrescida: a de que vou atingir o foco de luz.

Os meus passos ecoam nesta espécie de gruta, assemelhando-se ao tique taque de um relógio cujo ritmo varia em função da ansiedade de conhecer o fim do túnel.

E está já bem próximo...
A cerca de 10 passos de distância...


A Praia!
Saudades da Areia nas mãos, nos pés.
A imensidão do mar a envolver-me como um lençol translúcido e multicolor.
Alguns segundos de recordações que passam pelo habituais escaldões, as saídas à noite, os vizinhos dos toldos, o banheiro, e o pouco espaço para estender a toalha.
Já falta pouco, muito pouco...

terça-feira, maio 01, 2007

Para quem não sabe, tenho uma pancada enorme com o número 16!
Isto porque tenho encontrado este número nas ocasiões mais importantes da minha vida.
Não significa que seja bom, mas simboliza tão somente um etapa, um evento, algo que tem de acontecer e que mudará a minha vida.

Vi esta matrícula e não resisti..... será bom sinal?

P.S: Não sou supersticioso!

segunda-feira, abril 30, 2007

Vício de Palco



Hoje voltei a sentir saudades.
Saudades de pisar um palco em comunhão com o público, com o texto e, sobretudo, com os meus colegas actores.

Na verdade, assumo-o hoje, ando desapontado e desiludido com o doce abandonar da Cena por parte de alguns dos meus colegas, que fartos dos encontros e desencontros da vida, a ela sucumbem e partem.

Por cá ficam o prazer, o desejo de fazer um bom trabalho, e acima de tudo, o imenso respeito pelo público.


E foi preciso ter ido ver hoje o "Tartufo" à Comuna, para ter coragem de o dizer, ou melhor, de o escrever.

Sentir os actores a gozarem o texto, com suas vozes colocadas, e gestos a condizer.
O Público atento e exigente, à procura de uma pequena falha...

O Respirar em cena, as deixas, os fatos, os agradecimentos, os cenários, e os técnicos.

Tudo o que me fascina e de que tenho muitas saudades.

Estão a deixar o Cénico de Direito Morrer, mas desta vez.... é por dentro, e sem respeito nem interesse.

Resquícios

Percorri as tuas fotografias.

Todas me mostravam uma imagem limpa e reluzente.

E nunca uma confusa ideia de amor pendente:

O teu olhar perdido em mim,

E certezas sem fim.


Os lábios pousados no meu pescoço

vendo-me partir para os sonhos

velando pela minha beleza

dizias “tão belo o moço”.


E devagarinho me apertavas com firmeza:

Meu amor, fica comigo

Sem ti não posso…

Tudo perdido pela estupidez natural

Um sentimento cego e desgraçado

Longe de amar, de ser namorado

Mas um amigo especial!

sexta-feira, abril 20, 2007

Auto-controlo

Estar só tem-me permitido pensar.

Não penso muito, mas aprofundo os pensamentos, e com isso tenho tido algumas surpresas.

Reconheço que um dos meus traços principais é a impulsividade.
Na maioria dos casos funciona a meu favor, mas se fosse crente nos signos, o facto de ser gémeos dar-me-ia uma boa desculpa para justificar a conclusão a que cheguei.

É que a impulsividade tem-me trazido, ultimamente, alguns problemas.
Reajo de forma agressiva e violenta psicologicamente no relacionamento com as pessoas de quem mais gosto. Quase numa lógica de exigência de actos, atitutes e gestos, que fiz com que deixassem gradualmente de ser espontâneos nessas pessoas (namorada, mãe, familiares, etc), até que foram desaparecendo.

E penso um pouco mais.
Em silêncio, sem desesperos, sem medo de perder ou de me faltar o ar.
Na verdade, começo a sentir que ganho algo de novo, nova bagagem para lidar com os outros.
O primeiro passo: reconhecer através da constatação surpreendente daquilo que hoje sou, e naquilo que me tornei.

Isto porque nem sempre fui assim.

Isso implica, outra atitude drástica e dura, a de admitir que errei, várias vezes, muitas vezes, e que nenhuma relação termina ou se deteriora, por culpa exclusiva de um. Melhor ainda, a palavra culpa não é a adequada.
Falemos de causa-efeito.
O que é que levou em mim, na minha maneira de agir, a que outrem agisse daquela forma.
Falemos de comunicação, da falta dela, de dificuldades ou pura e simplesmente de incapacidade.

Quando duas pessoas se escolhem pela silenciosa atracção do sentimento, deixam-se ir num caminho leve e paradisíaco, que se caracteriza pela total e inequívoca ausência de problemas.

O Sentimento (pre)domina de tal forma (n)os amantes, que mesmo que falem em chinês, ou com comida na boca, tudo corre bem....as palavras não interessam.

Mas as relações não duram só com este sentimento, se não houver de facto algo que permita a dado momento um entendimento entre ambos.
Segundo me é possível perceber, dialogar é essencial. Mas ouvir o outro e o que nos transmite é fundamental.

De novo, uma reflexão acrescida.
Tenho a tendência obsessiva de amar loucamente, de negar a minha personalidade ao ponto, de me perder.
Significa isto, que o resultado final é óbvio (mas só há bem pouco tempo, o que significa que a responsabilidade de não voltar a acontecer no futuro é inteiramente minha e está nas minhas mãos) ACABO POR NÃO DAR ESPAÇO AO OUTRO PARA ME AMAR.

Sei agora, onde errei. É que se nesta expectativa de receber, não virmos o sentimento da pessoa devemos questionar-nos de duas formas: O que é que a impede de me amar? Será ela a pessoa certa? Ou será que tem um problema e não consegue lidar com ele? E se sim, se eu insistir, acabarei por pressioná-la ao ponto de não se sentir bem com isso e incapaz de me amar?

Questões válidas e que agora já sei responder. Curiosamente, agora que te tenho tão longe.

Na Vida, nada é em definitivo a não ser a morte.

Vivo com a certeza de que o que fiz mal ontem me vai ajudar a ultrapassar, nas minhas relações futuras, as ratoeiras da vida, do amor, e da incerteza.

Essencial?
Não entrar em desespero, fugir do efeito funil, do cair no buraco, da vitimização..... é muito mais importante compreender o que se passou e lidar com isso para o futuro, com a certeza de que tudo vai correr bem.

Porque tudo correrá bem, nem precisamos de acreditar nisso, porque é uma realidade da qual não podemos fugir, desde que..... a queiramos!

E eu quero.

quarta-feira, abril 18, 2007

GAME OVER

Termina hoje a espera iniciada em 29 de Dezembro de 2006.
Há certas coisas, aprendi, que têm um tempo certo.
E que de nada serve esperar ou lutar quando o coração não tem as portas abertas.

Marca-se hoje, em termos de blogosfera, o primeiro dia do princípio da felicidade.

Talvez ainda não consiga ver a Luz ao fundo do túnel, mas agradeço a todos os que me têm confirmado a sua existência, lá longe, onde menos espero.

Que o dia de hoje seja, também, sinónimo de um recomeço neste surfar de palavras, que é a net, e do qual confesso ter algumas saudades.

sábado, dezembro 30, 2006

Bruxelas, este Natal!

Tive o privilégio de ver esta imagem ao vivo.
É espantosa a forma como se festeja esta quadra Natalícia em Bruxelas: imensas pessoas na rua, vestidas a rigor....e um frio de rachar!!!!!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Joana Sevivas


"O Tempo passa, mas eu espero por ti"

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Silogismo

Em relação às mais recentes notícias de uma fêmea Dragão de Komodo.

Se uma Fêmea de Dragão de Komodo concebe sem cópola
Se a Virgem Maria concebeu sem cópola
Logo, ... ... ...


Sem ofensa.....

.............

Já não sinto nada para além da dor
Ou desta sensação angustiante.
À distância, sinto perder-se o teu calor
Nas mãos quentes deste amante.


J que desejo ardentemente,
O que fazes com o teu silêncio mudo?
Andas à deriva no afluente, ou
Nadas certeira para a Nascente?
Ainda resta esperança, ou acabou-se tudo?

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Raiva.

Odeio-te.
Tiraste-me tudo.
Começas por A. Terminas... comigo.

Não me lês, antes pudesses. Nem ouves.
Dir-te-ia berrando "Eu não sou assim!".
Viravas os olhos, se os tivesses.
E tocas-me no ombro e não te encontro.
Mexes-me nas coisas que procuro, no toque que não está lá. Eu deixei-o aí!
1 a 0 insanidade.
Ficcionas escolhas, e obrigas-me a decidir.
Apenas existo no espaço, enquanto me enganas com a percepção.
Dói-me como há muito.... não.
Não durmo.
E o silêncio, e o nunca mais, e o nunca mais, e o nunca mais, e o nunca mais...
Repetido.
Confirmado.
Reafirmado.
Não Quero mais....
Nunca mais...
Sozinho.

Sabre



Olhos vidrados.
Imóvel.
Trémulo...
Suave a lâmina, desfaz...
Corta, separa, divide, retira incisão a incisão, a unidade...
Jorra firme, mas verdadeiro o sangue pelo interior.
Desfalece a vida e a vontade de viver...
Nasce a vontade, um segundo, um acto abreviado. Um salto sobre "the oblivious", sobre um Décimo (10º) segundo que demoraria menos do que apenas um deles.
A loucura do fim, o desejo da facilidade e a lâmina outra vez que me relembra a cisão, o desmembramento, a violência, e ao mesmo tempo, o silêncio.
Sofre em silêncio.
Ninguém escuta o corte, o trinchar da cobaia.
Cede à experiência, lentamente, pesadelo a pesadelo, o elenco certo de enumerado de orgãos.
E tudo se apaga, uma a um, desconectados com a fonte, livres, sem sentido, como num manual de anatomia.
Tremem. Como tremem as mãos.
Metal afiado que desliza continuamente.
Não existe dor. Maior.
Não ao cubo sem resposta, sem amor.
Agora a duas mãos, numa pintura sem pincel delineada pelos traços finos de encarnado, pela agonia invisível e o pânico, o medo, o fim.

Cai o sabre.
Prossegue o corte, ramificado, desenfreado, sem razão ou meta definida.
E destrói a unidade, o ser....
Membro a membro, desmonta o H imperfeito.
Sem hipótese ou vida extra.
Solta o braço ao som da gravidade.
O olhar vidrado rebola pelo pavimento.
O sorriso rasgado pelo movimento.
Os dedos separados, torcidos.
Jaz, deitado, o resto dos restos, a sobra, o noves fora nada.
ZERO.

domingo, dezembro 17, 2006

(I)maturidades



Descobri uma revista do Externato da Luz, escola que frequentei, onde cometeram a ousadia de publicar o que escrevi com 14/15 anos, e que agora transcrevo:

"Só quero ser feliz"


Nada peço, nada anseio
Quero é ser feliz.
Mas apareceu o amor pelo meio
E meu desejo não satisfiz.

Amor para uns é tudo,
Mas a mim nada diz.
É como se fosse mudo
Aos meus apelos para ser feliz

Amor é segredo para guardar
No tempo do conhecimento,
Mas deve-se sempre libertar
No dia do casamento


Não sabia se devia transcrever este último verso...tendo em conta a real sequência de eventos.

Enfim, as coisas que uma criança escreve...
Dogmas do Coração

"O amor é fodidoº. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodidoº.
É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida.
Porque é que fodemos
º o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja parcialmente fodidoº. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodidoº pode ser a coisa mais bonita do mundo."

Página 16 de "O amor é fodidoº", de Miguel Esteves Cardoso.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

A tua voz é sarilho,
que abala a distância
e que serve de rastilho
à mais maldita ânsia.

No silêncio, é o zumbir
de que a insónia se alimenta.
proibindo o dormir
quando o sono o enfrenta.

És lenha e oxigénio,
chama e brasa incandescente
fusão de núcleo de hidrogénio
Mal passado e presente.
SENTIR-TE

"Debaixo do cabelo preto, penteado para cima, viu um rosto luminoso, muito terno e muito inteligente, uma boca vermelha como um figo acabado de cortar, sobrancelhas pintadas a descrever um arco alto, olhos escuros, inteligentes e observadores, e um pescoço claro e esbelto, a emergir do vestido verde e dourado. As mãos da mulher eram firmes e macias, compridas e estreitas, ornamentadas com largas pulseiras de ouro nos pulsos. Ao ver como era bela, o coração de Siddhartha rejubilou."

in
Siddartha, de Herman Hesse

Naquela noite, foi o teu perfume

que me atravessou por inteiro.

Como o obsessivo ciúme,

Que com estoque no peito

Perfura ligeiro.

Mas o odor fabricado,

Cujo nome não repito

Tal o medo de me contaminar

Com o amor já mito,

Teima em pegar-se a mim.

A ficar.

E quando o cego ama

Em silêncio neutro de terceiro,

Eis que a memória trama:

Encurrala o touro

Entre o cavaleiro e a chama.

(2)

E quando o cego ama

Em silêncio neutro de terceiro,

Eis que a memória me trama:

És quem diz que Ama,

E rejeitou primeiro?

Soa a corneta afinada:

Termina o sofrimento!

Na arena, a espera concertada

Pelo lamento do animal,

Que com a espada enfiada

Morre de amor,

no final.

domingo, outubro 15, 2006

Preguiça de escrever



Queria escrever.
Mas, ao mesmo tempo, não sei porquê, não tenho paciência.

Por fim, quando me preparava para dar brilho às teclas do computador, eis que o dito descontente com a situação do país, decide entrar em GREVE, SEM PRÉ-AVISO!

Pifou como há muito não o fazia.

- PIFAR:

v. tr.,
roubar;
bifar;
surripiar;

Brasil,
avariar;
falhar;
deixar de funcionar. -


O capricho ou a preguiça foram rapidamente substituídos pela vontade irresistível de dedilhar e acariciar ao de leve o teclado de um qualquer computador. Isto porque a impossibilidade traz-nos destas coisas...

segunda-feira, setembro 18, 2006

segunda-feira, agosto 28, 2006



PArabéns Queridos amigos da SEMANA "ZEN"!

A quinta do Vale da Lama, em Odiáxere perto de Lagos, recebeu um grupo de jovens desejosos de umas férias diferentes. Um ATL ou campo de férias para maiores de 18!

Esta foi uma das actividades que tive a oportunidade de organizar como "formador": almoço Japonês!

A todos os que estiverem presentes, Muitos Parabéns!

O resultado do vosso esforço está à vista.

quarta-feira, agosto 16, 2006



Cristal beauty


Trouxe este globo da Suécia... perdi a cabeça.

O interior desta esfera tem qualquer coisa de muito fascinante que torna impossível verbalizar a sensação.

Um sentimento.
Uma paixão.

Magia...

segunda-feira, agosto 07, 2006


Portugal entre os melhores




Parabéns Portugal!

Somos os grandes vencedores da Fism 2006, Campeonato Mundial de MAgia que decorreu na Suécia - Estocolmo.

Obrigado Amigos por uma Semana inesquecível!!!!

sexta-feira, agosto 04, 2006


the men


Se nunca ouviram falar de Helder Guimarães, prometo-lhes uma grande surpresa para quando ouvirem o seu nome.

O Helder é um jovem que comunica de forma rectangular, através de 52 idiomas gráficos que todos conhecemos....Um simples Baralho de Cartas.

Hoje, este rapaz que conheço melhor de reputação, do que como pessoa, foi considerado o melhor comunicador na sua arte. E isto tudo aconteceu longe de casa, longe daqueles que poderiam ter alguma influência nesta decisao....aqui na Suécia!

Hoje o Helder foi considerado o melhor do mundo em Cartomagia!

Parabéns Helder, gracas a ti aprendi que, de facto, o impossível é possível.....mas apenas nas tuas mãos.

Parabéns também ao GRande David Sousa, grande vencedor do 2º Prémio de Manipulação, de quem não posso deixar de gabar a sua qualidade e humildade.

Lembrem-se.... A qualidade vence sempre!

quinta-feira, julho 27, 2006


É já amanhã....
Até Breve Portugal!

terça-feira, julho 18, 2006

Portalegre



Encerrado o Acto Público do Concurso a que assisti, deparei-me com uma imensidão de tempo para descobrir esta bela Cidade que me acolhe.

Portalegre recebeu-me com chuva, impedindo-me de beneficiar da água "azulada" da piscina do Hotel. Verdade seja dita, nem calções trouxe, mas é comum queixarmo-nos de tudo e atirar a culpas ao tempo.

Voltando atrás. . . 3,2, 1.

ABRE LOS OJOS...

Acordo.

A televisão e as luzes dos candeeiros nas mesinhas de cabeceira ligadas.
Adormeci sem o click nos botões que dão acesso à escuridão.
Acontece-me cada vez mais vezes.

Escapa um semi-palavrão quando me apercebo dos números que os ponteiros apontam no meu relógio.
Daqui a menos de uma hora tenho de estar num concurso público. Pequeno almoço, sem gravata para ser mais rápido, mas antes, um duche rápido.

Vôo para fora do empedrado do hall de entrada do hotel, e alcanço o meu carro.
Olá! - Exclamo. Pinga o Céu uma "chuva de Verão".

A tempo e horas, aguardo já que me chamem para se iniciar o concurso Público. Ninguém conhecido. Ninguém que me acompanhe nas descobertas gastronómicas que caracterizam estas minha viagens.

Agora um Fastforward.......... -> -> -> -> OK!

Despachado, deambulo pela Cidade, sem nada, rigorosamente nada para fazer.

Visito exposições, e venho para esta biblioteca, que por sinal contrasta com o fraco desenvolvimento tecnológico da Urbe, pelo menos aparente.

Aqui existem computadores de acesso e utilização gratuitos, salas de audiovisuais onde nos podemos sentar num sofá, colocar uns auscultadores e ver um DVD. Fantástico não é?

Basta apenas um "Por Favor".

Termino aqui este "Log", pequeno apontamento porque o tempo de utilização, apesar de gratuito é limitado a uma hora!

Em breve, regresso.

Do interior do Alentejo..... uma saudação muito especial!

domingo, julho 16, 2006

Lindo!



Voar






Sempre desejei voar.
Depois de verem o filme compreenderão porque choro cada vez que o vejo, e porque gosto tanto de Magia.

Segundo o Lema de uma Empresa: IMPOSSIBLE IS NOTHING!

- Perdoem a qualidade do video -

quinta-feira, julho 13, 2006

FISM 2006 em ESTOCOLMO


Recebi hoje o seguinte email:




WELCOME to the FISM™ 2006 newsletter!We hope you will enjoy receiving this newsletter that you subscribed to. However, if you'd rather not receive future e-mails of this sort from the FISM™ 2006 organization please see information at the end of this message.

TWO WEEKS LEFT!

Significa isto, caros amigos, que dentro de 2 semanas parto para Estocolmo, com um Grupo magnífico de Pessoas, para representar o nosso país no Campeonato Mundial de Magia.

De facto, enquanto membro do Grupo de Teatro Mágico da Api, posso dizer-lhes que é com enorme entusiasmo que este Rapaz, Advogado, e algo mágico, antecipa o que pode bem vir a ser...a semana mais mágica de sempre.

Para mais informações sobre o Evento, que aliás passa quase despercebido não fosse o pouco interesse que a nossa Comunicação Social atribui a este tipo de acontecimentos, acedam a http://www.fism.com.

Até lá!

It's a Kind of Magic!

domingo, julho 09, 2006



Amplidão de Verão

Cansado das agruras próprias da profissão e da constante sujeição ao tempo, sob forma de "PRAZOS", é altura de esticar a toalha e abraçar a areia.

Armação de Pêra é desde há muito o destino de férias da família, até porque a sorte ditou que lá adquiríssemos um apartamento, muito antes mesmo do presente caos urbanístico.

Recordo-me de ser puto, e ter um imenso areal para correr, saltar e jogar à bola. Os toldos, erguidos longe do marulhar e das cambalhotas da água salgada, contrastavam o seu azul marinho com o amarelo torrado dos grãozinhos minúsculos filhos da erosão.

O silêncio competia com as ondas irrequietas...e o levante agitava os dias excessivamente calmos.

Um privilégio escondido e preservado pelos habitués da Praia de Armação de Pêra.

Um dia... apareceu o telemóvel.

E com ele a comunicação, o passa a palavra, os contrutores civis, as alterações ao PDM, as dezenas de ruas paralelas à Marginal, os hipermercados, os bancos, os multibancos vazios de dinheiro, a falta de água, os carros, as ruas cortadas e, finalmente, a falta de espaço na praia.

Espirrar passou a incluir um "peço desculpa", tal é a proximidade com o vizinho, que sem pensar duas vezes, estende a sua toalha no pedacinho livre junto ao nosso, formando ao todo centenas de retalhos multicolores, separados por milimétricas tiras de areia.

As toalhas, claro, viram o seu tamanho aumentado, ou não fossem marcações territoriais a respeitar escrupulosamente.

E o Paraíso transformou-se...

Mas, para que não me chamem Velho do Restelo, eis que chega o objectivo do presente texto.

A foto que incluo neste meu post, não é de tempos idos, mas do que ainda se consegue encontrar hoje, a custo de umas centenas de metros a pé ou mesmo de carro.

A paisagem quase liberta de chapéus de sol, de rádios AM, FM, M&M.

E um mar só para nós.

A preguicite aguda do visitante cega-o, impedindo-o de lutar por áreas mais amplas de espaço vazio.

É que, como acima referi, para se chegar aqui, onde somos todos donos de um pedaço de sonho de verão, basta percorrer um extensão mais do que justificável de caminho.

Há, felizmente, coisas que nunca mudam,

como a preguiça...

Vai um brinde?

sábado, julho 08, 2006

Sei...

Disseram-lhe tudo.

Ouviu e engoliu em silêncio, mas em seco.

"Andas há demasiado tempo a gostar da mulher errada".

"Não faças depender a tua auto-confiança dos outros, descobre-a em ti!"

"Não procures, e quando menos esperares..."

Soava-lha a lugar-comum. Mesmo muito.

Mas ouvir não é difícil...como acreditar na eficácia daquelas palavras.

3:07 da manhã....e quando nada o fazia esperar....


sábado, junho 24, 2006

Dilema Tuga



Porque raio é que só está bom tempo quando se está a trabalhar?

sexta-feira, junho 23, 2006

Princípio e Fim



Uma moeda de cem.
Algo tão inocente, um favor
Que não se nega, nem
A um futuro Amor.

E mesmo que o pedido o fosse sem pudor,
Sorri observando,
Que o simples tostão em mim criou
A tentação de, teimando,
Lhe negar o que rogou, desafiando…

O que em seguida se passou é controverso,
Já ninguém pode afirmar com certeza,
Muito menos aqui, em verso
Apresento a minha defesa.

Sei hoje, sim,
Que triste é o abandono.
E que apagarei, enfim,
O teu coração e o seu novo dono,
Como se para mim,
Fosse mais uma partida do sono.

Beijinhos Piri,
Que adormeças em seus braços feliz
Como eu sempre fiz
Nos teus, que escolhi.

Fim

quarta-feira, junho 21, 2006

You, Metro and I



Olho para o rosto, e vejo-te a ti.
Sorriso seguro numa boca que às vezes não sente.
Nada de diferente.

Os braços percorrem um pescoço que não o teu,
E abraçam-no num corpo,
que em esboço...parece o meu.

Esta é a imagem que constato,
Não fotográfica,
Mas um relato do que é antes…
Um reflexo.

E aquele, na verdade… não sou eu.

Desorientado, não sei o que sinto.
Se a reacção do instinto, ou
A saudade do que não é meu.

Mas este que sente… sei que sou eu.

Desejo quem não tenho, e
O que se perdeu, algures
Na rotina, num desenho
que sem esperança,
alguém rasgou…Eu!

Gramar isto



A todos os que compram fiambre, queijo ou outras coisas a peso:

Nunca esquecer que a unidade de medida de massa correspondente é O Grama e não A GRAMA!!!!!

Isto claro, se não quiserem comprar relva, essa sim substantivo feminino, mais conhecida pelos Brasileiros como grama.

Dúvidas? Resposta em http://ciberduvidas.sapo.pt/php/resposta.php?id=1201.

segunda-feira, junho 19, 2006

Bublé - You and I



Avesso à mudança tropecei no Amor.
Agarrei-me, então, firme à esperança,
que avivada a lembrança
Retomasses o rubor.

Mas, sem olhos no coração
Para veres quem te admira,
Recusas,
e não me esticas a mão.

Conheço agora PERDER.

Usei a palavra alguma vezes,
Sem me aperceber
Da profundidade que indica,
E do vazio que explica
O quanto me está a doer.

Dor que faz esquecer o prazer,
E que mata, com temor, a sede de te ter...
Como antídoto deste morrer.

Esquece a identidade que ousou amar,
O órgão perdido nesse corpo quente,
Alma presente no coração em saudade,
Querido amor.
Querido Apagar.

Mente a si mesmo o verbo gostar
Quando se apaixona pela perda.

E não cede fácil à dúvida, que
Insistente, toma o lugar
Da Merda que é sentir sem
O Teu gostar,
A acompanhar.

sexta-feira, junho 16, 2006

o 16



Número da sorte, ou das puras coincidências...

Facto inegável.... hoje, dia 16, inicio o 27.º ano de existência.

Abraços e beijinhos aos amigos.

quinta-feira, junho 08, 2006

Exterminadores Implacáveis



A condição Humana.

O Respeito pelo próximo Versus o atentado terrorista.

Hoje foi comunicado o "extermínio" do chefe da AL QUAEDA no Iraque, prontamente acompanhado pelo regozijo dos presentes na conferência de Imprensa, ao som das efusivas palmas.

Como a morte de alguém pode ser motivo de alegria...para quem não se afirma Terrorista.

sexta-feira, junho 02, 2006

Frigo adventure



Teimosia ou mera coincidência, voltei a passar pela loja dos "Supermanos".

15.13h

Almoço comido, e em pleno horário de trabalho.

Forço a porta, porque o mero empurrar não a abre. Está fechada à chave.

Ninguém nas redondezas, nem no interior, o que confirma as linhas de um post anterior...
Um café que durou demasiado tempo...

É, de facto para algumas pessoas o n.º 13 é um número de Azar.

Neste caso, significa comprar o belo do Frigo Inox noutro lado, onde o vendedor lê os posts do Olharcritico...

quinta-feira, junho 01, 2006

o Porquê



Sei que quando te mando mensagens não é apenas porque penso em ti.

Mas para que penses em mim, porque temo que já não o faças.

Pergunto-me,

Se não o fazes, será que ainda gostas?
E será que vale a pena gostar de alguém que não pensa em Nós?

Não vale, se esse alguém não gostar.
E tu, gostas?

Não.

E não sei de nada. Não há respostas evidentes ou directas, mas apenas e tão só, momentos tão contraditórios.

Enfio-me no trabalho....distrai-me e silencia os murmúrios do coração. Por agora.

terça-feira, maio 30, 2006

Hora de almoço



Ainda há quem diga que se vive uma época de crise...

Subia eu em direcção ao Saldanha, quando vejo uma loja dos "Supermanos".

Hora de almoço.
Posso aproveitar para ver os preços dos frigoríficos, já que preciso de comprar um. Em inox. Sem mais mariquices.

Porta fechada, gente na loja.
Pergunto em surdina se está fechado...gesticula que sim, mas dirige-se lentamente até à porta pelo lado de dentro.

Aguardo a lenta deslocação, propositada?!

Abre-se a porta....e lá vai ela dizer qualquer coisa simpática, quando o balão da imaginação faz pop, eu acordo e.... "Ainda faltam 5 minutos!"

Fecha a porta, e vira-me as costas em direcção ao café, julgo eu.

Ainda pensei em dizer-lhe ao que vinha, mas não a quis incomodar.
Afinal de contas, retirar-lhe a hora de almoço, obrigando-a a fazer trabalhar o multibanco, ou até mesmo, concedendo-lhe uma comissão.
E eu não sou mau, por isso, tive pena dela e deixei-a ir, lentamente, como quem vai ao café 20 minutos antes de voltar a abrir a loja.

Detesto incomodar as pessoas com o meu consumismo. Sobretudo aquelas que têm uma loja e não querem vender.

quarta-feira, maio 24, 2006

Linha de Vida



Subo degraus. Há cinco dias que subo os mesmos degraus. Contam-se em silêncio, mas não sei dizer o seu número. Talvez por nunca ter sentido a necessidade de o saber, ou porque, na inconstância das novas que surgiam, pensava que os abandonaria antes de me habituar a eles.

Sem saber, ou pelo menos sem dar por isso, cumprimento-os piso após piso, e eles lá me respondem. Sempre em silêncio.

5 dias e um quarto andar.

Conheço de cor os aviso, as molas do elevador, o ranger das cadeiras da sala de espera, os olhares dos médicos, os turnos das enfermeiras e a luz que se sobrepõe ao sol que não vejo aqui dentro. Como um ciclo mórbido, os entubados que se estendem nas macas lutam....sem parar.

Minto.

Parou... faleceu 1 mês depois da primeira batalha.

Dizem que está num lugar eterno, para sempre...

Obrigado querido Avô, por me mostrares como deve ser um homem honesto, responsável, bom pai de família, e, bom marido.
Tenho saudades tuas...